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A Meta, empresa controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, surpreendeu o mercado ao demitir cerca de 8 mil funcionários, o equivalente a 10% de sua força de trabalho global. A dispensa em massa foi comunicada de forma fria, por meio de e-mails enviados na madrugada, a partir das 4h da manhã pelo horário local de cada região, pegando os colaboradores de surpresa antes mesmo do início do expediente. No comunicado oficial de desligamento, a liderança da empresa justificou que os cortes eram necessários para tornar as operações mais eficientes e ajudar a absorver os custos de novos investimentos de grande escala.
Logo após a rodada de demissões, o CEO Mark Zuckerberg enviou um memorando interno para os funcionários remanescentes defendendo a guinada estratégica da companhia. No texto, Zuckerberg deixou claro que o foco total da Meta agora é a corrida pelo desenvolvimento da inteligência artificial generativa, tecnologia que ele classificou como "a mais consequente de nossas vidas". O paradoxo da decisão chamou a atenção no Vale do Silício, já que os cortes ocorreram em um período de lucros recordes para a empresa, evidenciando que o capital antes destinado a salários foi deliberadamente redirecionado para financiar supercomputadores, data centers e chips de IA.
Apesar do discurso agressivo de inovação contido no e-mail, o clima interno na gigante de tecnologia azedou nas semanas seguintes. Em uma reunião interna de prestação de contas (town hall), Zuckerberg acabou admitindo aos colaboradores que a complexa reestruturação da Meta não foi tão "limpa" quanto o planejado e que a empresa cometeu erros operacionais na transição das equipes. O executivo reconheceu publicamente que o avanço dos chamados agentes de IA dentro dos produtos da companhia acabou progredindo em um ritmo mais lento do que as expectativas iniciais da diretoria, gerando forte desgaste na moral da equipe sobrevivente.