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Livro que dá voz a catadoras será lançado em Brasília nesta terça (20)

Livro que dá voz a catadoras será lançado em Brasília nesta terça (20)
Ana Virgínia Vilalva

Ana Virgínia Vilalva

19/05/2026 1:17pm

Foto: Divulgação

Histórias de mulheres que encontraram na reciclagem um caminho de renda, acolhimento e transformação social ganham destaque no livro Mulheres que Reciclam o Futuro, que será lançado nesta terça-feira (20), em Brasília. A publicação reúne relatos de 25 catadoras de diferentes regiões do país, entre elas a baiana Elizabeth Santana, da cooperativa Recicla Jacobina.

Lançada no mês em que se celebra o Dia Mundial da Reciclagem, a obra evidencia os desafios e conquistas dessas trabalhadoras, que representam cerca de 70% da força de trabalho dos aproximadamente 800 mil profissionais do setor no Brasil, segundo o Movimento Nacional de Catadores e Catadoras de Recicláveis (MNCR). O projeto é realizado pela Rede Educare, com patrocínio da Novelis por meio da Lei de Incentivo à Cultura, e poderá ser baixado gratuitamente no site da instituição ou adquirido em versão física.

Escrito por Viviane Mansi e com fotografias de Magali Moraes, o livro apresenta narrativas construídas a partir da escuta das protagonistas, buscando ampliar a compreensão sobre a realidade das catadoras e o papel fundamental que exercem na preservação ambiental e na economia circular.

Entre as histórias está a de Elizabeth dos Santos Santana, conhecida como Chiquinha, que encontrou na reciclagem uma alternativa de sustento em 2009, após iniciar o trabalho no antigo lixão de Jacobina. Ela participou da criação da cooperativa local, onde se tornou tesoureira e foi eleita presidente por duas vezes, tornando-se referência no movimento.

A obra também traz o relato de Dulce Vale, de Goiânia, que ingressou na atividade aos 40 anos após perder o emprego e precisar reorganizar a vida como mãe solo. Hoje, ela preside a Central e Forte e atua como liderança nacional do setor.

Segundo o Anuário da Reciclagem 2024, o Brasil conta com mais de 3 mil organizações de catadores, reunindo cerca de 70 mil trabalhadores formalizados em cooperativas. Ainda assim, a estimativa é de que cerca de 800 mil pessoas vivam da atividade no país.