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BTC 2026 encerra edição histórica em Salvador com arte urbana, debates e grandes shows

BTC 2026 encerra edição histórica em Salvador com arte urbana, debates e grandes shows
Ana Virgínia Vilalva

Ana Virgínia Vilalva

30/03/2026 6:42pm
Foto: Arivaldo Publio

O Bahia de Todas as Cores (BTC) 2026 chegou ao fim consolidando mais uma edição marcada pela potência da arte urbana, pela troca de saberes e pela forte conexão com os territórios de Salvador. Durante quatro dias, o festival reuniu artistas nacionais e internacionais, comunidades locais e grandes nomes da cultura urbana em uma programação intensa de exibições, debates, vivências artísticas e shows gratuitos.

A abertura aconteceu em 25 de março, com a exibição do documentário “MUSAS: Grafite, Comunidade e Transformação na Bahia”, no Cineteatro 2 de Julho, seguida de roda de conversa com artistas e realizadores, estabelecendo o tom reflexivo e político do evento.

No dia seguinte, o festival ocupou o Pelourinho com o simbólico Padê para Exu no Largo e a mesa de abertura no Museu Eugênio Teixeira Leal, promovendo debates sobre arte, território e transformação social impulsionada pelo graffiti.

Entre os destaques, a artista Kátia Suzue celebrou a presença feminina no evento e a evolução do cenário da arte urbana. Já no dia 27, o festival seguiu para a comunidade de Massaranduba com atividades na Fazendinha do Graffiti, reunindo artistas e moradores em mutirão de pintura e mesas de debate sobre redução de danos.

O fim de semana ampliou a ocupação cultural, com o 1º Encontro Baiano de Sound System na Barroquinha, debates e shows. A noite teve apresentações da DJ Nai Kiese, do grupo Fragmentos de Samba com participações de Guiga de Ogum e Fernanda Maia, além do show de BNegão e Freelion.

No domingo, a programação incluiu pinturas, encontro de sound systems e a Batalha de Rima na Praça da Cruz Caída, reforçando a presença da cultura hip-hop e da juventude periférica.

Artistas como Luan Kambô destacaram a dimensão simbólica de participar do festival em Salvador. Para Bigod, um dos organizadores, o encontro presencial fortalece a troca entre territórios e experiências.

A 8ª edição do BTC contou com apoio financeiro do Fundo de Cultura da Bahia, da Secretaria da Fazenda da Bahia, da Secretaria de Cultura da Bahia e da FUNARTE, reforçando o festival como plataforma de visibilidade, formação e transformação social por meio da arte urbana.