Foto: Arquivo Pessoal
O prêmio Berimbau de Ouro realiza sua 13ª edição entre os dias 26 e 28 de fevereiro, em Salvador, reafirmando seu papel como uma das principais iniciativas de valorização da capoeira e da cultura afro-brasileira no país. O evento reunirá mestres, pesquisadores, artistas, autoridades e representantes da cultura popular em uma programação que celebra tradição, memória e resistência.
Criado em 2013, o Berimbau de Ouro homenageia personalidades e agentes culturais que atuam na preservação e difusão da capoeira e das expressões afro-brasileiras. Nesta edição, os agraciados serão o secretário de Cultura de Santos (SP), Rafael Leal, e o mestre Sombra, referência da capoeira Angola e liderança da Associação Senzala de Santos.
Homenageados
Publicitário com pós-graduação em Marketing e Gestão Pública, Rafael Leal atua no poder público desde 2013. À frente da Secretaria de Cultura de Santos desde 2018, consolidou políticas voltadas à democratização do acesso a recursos, valorização da cultura preta e periférica e fortalecimento de artistas e coletivos independentes, além de ampliar ações estruturantes por meio de editais e programas vinculados à Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).
Já o mestre Sombra será reconhecido pela atuação na capoeira Angola e pelo trabalho formativo e comunitário desenvolvido na Associação Senzala de Santos, instituição nacionalmente respeitada pela contribuição à preservação da tradição capoeirista.
A expectativa é reunir cerca de 400 participantes, entre mestres, pesquisadores, artistas e representantes culturais. As atividades acontecerão no Museu Eugênio Teixeira Leal, no Pelourinho, e no Forte da Capoeira, no Largo do Santo Antônio Além do Carmo.
Idealizado pelo mestre Máximo, capoeirista de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, o prêmio nasceu com o propósito de dar visibilidade a mestres e agentes culturais que, apesar da atuação relevante nas periferias de Salvador e no interior da Bahia, historicamente enfrentam a invisibilidade social.
Programação cultural e formativa
A abertura oficial será no dia 26 de fevereiro, com boas-vindas do mestre Máximo, exibição de vídeo sobre os homenageados e mesa presidida pelo Prof. Dr. Mestre Tchê (UFPE). A programação inclui ainda participações de Rafael Leal; do mestre Braga, que abordará a capoeira Angola na Suíça; de Cely de Pastinha; da deputada distrital Jaqueline Silva (DF), discutindo apoio a projetos culturais; e do cineasta Toninho Muricy, com a apresentação do filme “Pastinha: Uma Vida pela Capoeira”.
No dia 27, acontece a cerimônia de entrega das estatuetas, com abertura da bateria da ABCA, liderada pela mestra Lene, apresentação do Coral de Santo Amaro da Purificação e roda de capoeira Angola.
O encerramento, no dia 28, será realizado no Forte da Capoeira, com a exibição comentada do filme sobre Mestre Pastinha, integrando uma mostra especial dedicada à memória e à história da capoeira.