Fotos: Vera Nunes e Ana Clara
O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo inaugura, no dia 22 de maio, às 18h30, a exposição Um Xirê Para Emanoel, do artista baiano Alberto Pitta, com curadoria de Vera Nunes. A mostra integra a programação do Festival Akwaba, realizado pela Fundação Palmares, e conta com apoio da Galeria Nara Roesler.
A exposição transforma o espaço expositivo em uma grande roda de encontro e reverência ao legado de Emanoel Araujo, reunindo obras de Pitta em diálogo com trabalhos do próprio artista e com criações de Mãe Detinha de Xangô. A proposta vai além da homenagem e convida o público a vivenciar uma experiência construída a partir da ancestralidade afro-brasileira, da memória e da celebração da permanência da arte negra como força de criação e transformação.
A ideia da mostra surgiu durante encontros entre o artista, equipes do museu, a Fundação Palmares e a Galeria Nara Roesler, no contexto de preparação do festival. O próprio Alberto Pitta sugeriu o título da exposição, evocando o xirê das religiões de matriz africana como gesto de celebração, partilha e reverência. A partir desse conceito, a curadoria desenvolveu um percurso que reúne tecidos, pinturas, símbolos africanos e referências espirituais.
Entre os destaques estão os relevos de Emanoel Araujo, escolhidos para dialogar diretamente com a produção de Pitta, e as bonecas Abayomis de Mãe Detinha de Xangô, incorporadas à mostra como presença de cuidado, afeto e ancestralidade feminina. A exposição se organiza inspirada na estrutura do próprio xirê, propondo uma experiência em roda, sem hierarquias rígidas, em que diferentes linguagens, tempos e materialidades compartilham o mesmo espaço simbólico.
“Um Xirê Para Emanoel” reafirma o museu como espaço de memória, circulação e permanência da arte negra brasileira, convidando o público a vivenciar um percurso construído a partir do encontro entre mundos, saberes e ancestralidades.
