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Museu Afro Brasil Emanoel Araujo inaugura exposição “Um Xirê Para Emanoel”, de Alberto Pitta

Museu Afro Brasil Emanoel Araujo inaugura exposição “Um Xirê Para Emanoel”, de Alberto Pitta
Ana Virgínia Vilalva

Ana Virgínia Vilalva

19/05/2026 8:40pm

Fotos: Vera Nunes e Ana Clara

O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo inaugura, no dia 22 de maio, às 18h30, a exposição Um Xirê Para Emanoel, do artista baiano Alberto Pitta, com curadoria de Vera Nunes. A mostra integra a programação do Festival Akwaba, realizado pela Fundação Palmares, e conta com apoio da Galeria Nara Roesler.

A exposição transforma o espaço expositivo em uma grande roda de encontro e reverência ao legado de Emanoel Araujo, reunindo obras de Pitta em diálogo com trabalhos do próprio artista e com criações de Mãe Detinha de Xangô. A proposta vai além da homenagem e convida o público a vivenciar uma experiência construída a partir da ancestralidade afro-brasileira, da memória e da celebração da permanência da arte negra como força de criação e transformação.

A ideia da mostra surgiu durante encontros entre o artista, equipes do museu, a Fundação Palmares e a Galeria Nara Roesler, no contexto de preparação do festival. O próprio Alberto Pitta sugeriu o título da exposição, evocando o xirê das religiões de matriz africana como gesto de celebração, partilha e reverência. A partir desse conceito, a curadoria desenvolveu um percurso que reúne tecidos, pinturas, símbolos africanos e referências espirituais.

Entre os destaques estão os relevos de Emanoel Araujo, escolhidos para dialogar diretamente com a produção de Pitta, e as bonecas Abayomis de Mãe Detinha de Xangô, incorporadas à mostra como presença de cuidado, afeto e ancestralidade feminina. A exposição se organiza inspirada na estrutura do próprio xirê, propondo uma experiência em roda, sem hierarquias rígidas, em que diferentes linguagens, tempos e materialidades compartilham o mesmo espaço simbólico.

“Um Xirê Para Emanoel” reafirma o museu como espaço de memória, circulação e permanência da arte negra brasileira, convidando o público a vivenciar um percurso construído a partir do encontro entre mundos, saberes e ancestralidades.