Fotos: Pico Garcez / Bernardo Tochilovsky
A cidade de Salvador será homenageada com uma grande exposição coletiva de arte em comemoração ao seu aniversário de 477 anos, celebrado em 29 de março. A Mostra 477 – 477 anos da Cidade da Bahia será aberta ao público no dia 20 de março, no Museu da Misericórdia da Bahia, reunindo mais de 60 obras produzidas por 62 artistas plásticos baianos ou naturalizados.
Com diferentes linguagens artísticas, como fotografia, desenho, pintura e escultura, a exposição apresenta trabalhos inspirados na história, na fé, na natureza, nos lugares e nas manifestações culturais da capital baiana. As obras buscam retratar a diversidade, a identidade e a riqueza cultural da cidade.
A mostra ficará em cartaz até 18 de abril, com visitação de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados, das 9h às 16h30.
A curadoria é assinada pelo artista plástico Chico Mazzoni e pela museóloga Ângela Petitinga. Segundo eles, quando a proposta foi lançada, em novembro de 2025, a adesão dos artistas foi imediata, demonstrando o desejo coletivo de celebrar Salvador por meio da arte contemporânea. A ideia dos organizadores é que a iniciativa se torne um evento anual, transformando a exposição em um encontro permanente entre a cidade e seus artistas.
O texto de apresentação da mostra é do arquiteto e professor Chico Senna, que destaca a pluralidade de linguagens e gerações presentes na exposição. Para ele, as obras refletem a vivência artística em uma cidade marcada pelo encontro de povos e culturas, cuja identidade se renova constantemente.
A exposição também presta homenagem ao artista Carybé, com a exibição de duas obras do mestre reconhecido por interpretar, em sua produção artística, elementos da cultura e das tradições baianas.
A mostra reúne trabalhos em diferentes suportes e técnicas, incluindo desenho, pintura, fotografia, joalheria, artes digitais e esculturas em materiais como metal, madeira, cerâmica e poliuretano. Entre as peças apresentadas, há ainda uma escultura produzida com a técnica japonesa milenar do Raku, que consiste em unir fragmentos de cerâmica utilizando ouro verdadeiro.
