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Ilê Aiyê recebe Cortejo Afro e Irmãos no Couro em Ensaio Geral do Carnaval neste sábado (31)

Ilê Aiyê recebe Cortejo Afro e Irmãos no Couro em Ensaio Geral do Carnaval neste sábado (31)
Ana Virgínia Vilalva

Ana Virgínia Vilalva

31/01/2026 4:05pm

Foto: André Frutuôso / Estúdio Casa de Mainha

O Ilê Aiyê realiza, neste sábado (31), o último Ensaio Geral antes do Carnaval, na Praça das Artes – Mestre Neguinho do Samba, no Pelourinho, em Salvador. A partir das 20h, a Band’Aiyê divide o palco com o Cortejo Afro e o grupo Irmãos no Couro, antecipando ao público a atmosfera cênico-musical que o bloco levará do Curuzu ao Circuito Campo Grande durante a folia.

No encontro, a percussão marcante da Band’Aiyê dialoga com a sonoridade do Cortejo Afro, que mistura ritmos de matriz africana, música eletrônica, MPB, pop e influências latinas, criando pontes entre tradição e contemporaneidade — característica que também marca a trajetória do Ilê.

A participação do projeto Irmãos no Couro – Escola de Toques Afros amplia a dimensão ancestral do ensaio ao levar ao palco toques, cantigas e saberes transmitidos por mestres e mais velhos das religiões de matriz africana. Referência no samba de terreiro em Salvador, o grupo reúne vivências construídas em diferentes terreiros e nações, como Ketu e Angola, reforçando a religiosidade, a ancestralidade e a identidade cultural negra.

A noite também marca a primeira apresentação da nova Deusa do Ébano, Carol Xavier, moradora de Sussuarana, que se prepara para desfilar à frente do bloco afro mais antigo do Brasil. O figurino da Rainha será confeccionado com o mesmo tecido utilizado pelos associados do Ilê Aiyê durante o Carnaval, antecipando a identidade visual do bloco para 2026.

Inspirado no tema deste ano, “Turbantes e Cocares: a história de resistência do povo afro e indígena de Maricá”, o ensaio já sinaliza a narrativa que o Ilê levará às ruas, destacando a valorização da ancestralidade, da memória e das conexões culturais entre Bahia e Rio de Janeiro. Ao celebrar a herança afro-indígena de Maricá, o bloco reforça o Carnaval como espaço de educação, resistência e afirmação identitária.