Centro de Salvador vira set de cinema em espetáculo imersivo gratuito nas ruas
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Fotos: Valter Pontes / Secom PMS e Ananda Ercília / GOVBA
A Bienal do Livro Bahia 2026 começou no dia 15 de abril, no Centro de Convenções Salvador, reunindo autoridades, estudantes, professores e profissionais do setor editorial. O evento, que segue até 21 de abril, conta com apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura da Bahia, da Fundação Pedro Calmon e da Secretaria da Educação da Bahia, além do patrocínio máster da Prefeitura de Salvador. A expectativa é de público em torno de 120 mil pessoas ao longo dos sete dias de programação.
Durante a abertura, o governador Jerônimo Rodrigues destacou o papel do evento na geração de emprego e renda e na valorização da cultura. Já o prefeito Bruno Reis ressaltou que a Bienal se consolidou no calendário da cidade após retornar à capital em 2022, impulsionada pela existência do Centro de Convenções. Segundo ele, a iniciativa fortalece a leitura, a escrita e a formação cultural da população.
Como parte das ações voltadas à educação, professores da rede municipal têm acesso gratuito ao evento e cerca de 10 mil estudantes receberão vale-livro de R$ 40 para aquisição de obras durante a visita. A ação é realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Salvador, que organiza um sistema de revezamento para garantir a participação de diferentes escolas a cada edição.
A vice-prefeita Ana Paula Matos afirmou que o investimento em educação e cultura é estratégico para a formação cidadã, enquanto o presidente da Fundação Gregório de Mattos, Fernando Guerreiro, destacou a relação da literatura com outras artes, como cinema, teatro e televisão.
Além das ações educacionais, o município levará atividades culturais ao evento, incluindo apresentações artísticas, oficinas, contação de histórias e o espaço infantil “Mundo Encantado da Criança”, inspirado no Centro de Interpretação da Mata Atlântica. A programação também reúne mais de 200 profissionais, entre escritores, quadrinistas, cordelistas e mediadores, com atividades que vão de saraus à literatura indígena e debates sobre os desafios da era digital.
A diretora da Bienal, Tatiana Zaccaro, destacou a importância da Bahia na formação de leitores e relembrou a influência da obra Capitães da Areia, de Jorge Amado, em sua trajetória. A edição de 2026 traz mais de 100 horas de conteúdo e amplia o papel do evento como espaço de estímulo à leitura, formação cultural e atração turística para a capital baiana.
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