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Agamenon de Abreu celebra 35 anos de teatro com o solo “A Última Dança”

Espetáculo acompanha um costureiro diante de uma encomenda misteriosa e terá apresentações em Salvador em novembro.

Agamenon de Abreu celebra 35 anos de teatro com o solo “A Última Dança”
Da Redação

Da Redação

07/10/2026 8:00pm

Foto: Divulgação

Uma encomenda cercada de mistério conduz a história de “A Última Dança”, novo solo escrito e protagonizado por Agamenon de Abreu. O espetáculo estreia nos dias 30 e 31 de outubro, às 18h30, no CAMMA, Centro de Artes Maxim Malhado, em Massarandupió, no município de Entre Rios. Com direção de Joilson Nunes, a montagem combina teatro, dança e artes visuais para abordar finitude, identidade e resistência por meio da arte. A temporada segue para Salvador em novembro, com datas e locais ainda a serem divulgados.

Na trama, um costureiro tem sete dias para produzir, em absoluto sigilo, a roupa destinada à última dança de alguém. A execução da peça abre caminho para questões sobre a vida e a morte, em uma narrativa próxima do realismo fantástico. Agamenon costura o figurino durante a apresentação, canta, dança e interpreta diferentes personagens. O espetáculo dura 50 minutos e tem classificação indicativa de 13 anos.

A estreia coincide com os 35 anos de trajetória teatral do artista e retoma uma parceria de sua formação. “Joilson Nunes, por exemplo, foi o meu primeiro diretor. Foi ele quem estava presente em minha estreia, há 35 anos”, conta Agamenon. A equipe reúne Maxim Malhado na concepção cenográfica, Dão de Abreu na direção musical e Isis Carla na direção de movimento. A música conta com Ilma Nascimento no violoncelo, Emillie Lapa na percussão e harmônicos e Apolo Matos Abreu na guitarra. O figurino é assinado pelo próprio protagonista.

A programação inclui uma Oficina de Visualidade da Cena em 18 de novembro, ministrada por Maxim Malhado e Agamenon, com local a confirmar. O encontro abordará figurino, cenografia e concepção estética. Também estão previstas conversas com a equipe sobre morte, identidade, ancestralidade e processos criativos, com datas a serem anunciadas. O projeto “Trilogia VIDAS: A Última Dança” foi contemplado pelos editais da Política Nacional Aldir Blanc na Bahia, com recursos federais repassados pelo Ministério da Cultura e execução da Secretaria de Cultura do Estado.