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Fotos: Lucas Moura / Secom PMS
A Casa do Benin, administrada pela Secretaria de Cultura e Turismo de Salvador (Secult) através da Fundação Gregório de Mattos (FGM), celebrou na última quinta-feira (1º) os 64 anos de independência do Benin. O evento contou com a participação de beninenses e incluiu uma série de atividades ao longo do dia, como conferências, desfile de moda africana, depoimentos de empreendedores e entrega de certificados.
A cerimônia de abertura teve a presença de Chicco Assis, diretor de Patrimônio e Espaços Públicos da FGM; Igor Tiago Gonçalves, gestor da Casa do Benin; e Codjo Olivier Sossa, presidente da Diáspora Beninense. Seguiu-se uma conferência sobre Vodun e Candomblé com Abiola Yayi, que possui uma forte ligação com a Casa do Benin, já que seus pais foram os primeiros beninenses a gerir o espaço.

"Neste 1º de agosto, comemoramos 64 anos da independência do Benin e, pela primeira vez, celebramos junto com a Diáspora Beninense no Brasil, aqui na Casa do Benin, que completou 36 anos em maio. Beninenses de todo o país estão presentes hoje para celebrar esta data", afirmou Igor Tiago.
Ele destacou que, embora esta seja a primeira parceria para a realização do evento, a data já faz parte do calendário da Casa do Benin, que compreende a importância de comemorar a independência do Benin. "No ano passado, abrimos a exposição Lapso Temporal em celebração aos 35 anos da casa e à emancipação do país africano. Este ano, a diáspora se uniu a nós para potencializar o dia. A ideia é fortalecer esta data e celebrar com mais intensidade nos próximos anos", acrescentou.
Olivier Sossa ressaltou a importância do evento. "Para nós, é fundamental comemorar esta data em um local tão especial. Após 64 anos de independência, tivemos progressos e desafios. Este é um espaço para troca de ideias e planejamento de políticas públicas para o futuro da nossa nação. Criamos um grupo com 600 beninenses no Brasil, através do qual divulgamos o evento, permitindo que muitos conhecessem o espaço pela primeira vez."
Ele também destacou a forte relação cultural e ancestral entre o Benin e o Brasil. "A história do Brasil começou com a escravidão de beninenses e de pessoas de todo o continente africano. Celebrar aqui é muito importante", afirmou.
À tarde, o evento apresentou um desfile de moda com modelos beninenses, exibindo estampas vibrantes e tons de branco, acompanhados de acessórios. O estilista Abbé Tossa, que chegou ao Brasil em 2012 através de um programa de intercâmbio da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), destacou a importância da moda africana como expressão de identidade e resistência.
A programação foi encerrada com depoimentos de empreendedores, conferências, entrega de certificados e uma cerimônia com a presença do presidente da FGM, Fernando Guerreiro. A Casa do Benin, localizada na Rua Padre Agostinho Gomes, 17, no Pelourinho, continua a ser um espaço vital de intercâmbio entre as culturas africanas e brasileiras.

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