Feira de Caxixis 2026 celebra tradição tricentenária do artesanato no Recôncavo
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Foto: Valter Pontes / Secom PMS
A rede hoteleira de Salvador registrou taxa média de ocupação de 70,44% em fevereiro de 2026, índice semelhante ao observado no mesmo período do ano passado, quando a ocupação foi de 70,21%. O resultado reflete a alta demanda pelo destino durante o verão, impulsionada pelas festas populares e, especialmente, pelos eventos de pré-Carnaval e pelo próprio Carnaval de Salvador.
A partir deste mês, a pesquisa passa por uma atualização metodológica. Com a entrada de novos hotéis na amostra e uma revisão para dar maior peso aos empreendimentos com maior número de quartos, a Pesquisa Taxinfo passa a divulgar indicadores médios ponderados, o que pode gerar diferenças em relação às médias apresentadas anteriormente.
Com essa metodologia, a diária média de fevereiro foi de R$ 901,73, valor impulsionado principalmente pelos preços mais elevados registrados entre os dias 12 e 17, período em que ocorreram as principais atividades do Carnaval. Já o RevPAR, indicador amplamente utilizado no setor que mede a receita média por apartamento disponível, alcançou R$ 635,18.
Além do Carnaval, outros eventos tradicionais do calendário cultural da capital baiana contribuíram para o desempenho positivo do turismo. Entre eles, destaca-se a Festa de Iemanjá, além das diversas festas e ensaios de pré-Carnaval realizados ao longo do mês.
Durante o período oficial do Carnaval, os hotéis da cidade registraram ocupação média de 84,57%, índice próximo ao observado em anos anteriores. Nos dias de maior demanda, especialmente sábado e domingo, a ocupação superou 89%.
Embora todos os hotéis da cidade sejam beneficiados pela movimentação do Carnaval, o levantamento mostra diferenças entre os perfis de empreendimentos. Hotéis próximos aos circuitos da festa e voltados ao turismo de lazer registraram ocupação em torno de 88%, enquanto estabelecimentos voltados principalmente ao público de negócios tiveram média próxima de 75%.
Comparado a anos anteriores, o setor também observou antecipação nas reservas, com bons resultados já a partir dos finais de semana e da quinta-feira que antecederam o Carnaval.
Segundo Wilson Spagnol, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – Seção Bahia, o fim do verão marca o início de um período mais desafiador para o setor.
“Devemos intensificar os esforços para atrair eventos e promover o destino, como fizemos nas últimas semanas durante o Bahia Week Show, articulando setores público e privado em ações junto aos principais operadores e estados emissores do país”, afirma.
O dirigente também aponta a expansão da concorrência com imóveis ofertados por aplicativos de aluguel por temporada, que, segundo ele, muitas vezes operam sem as mesmas regulamentações e tributações aplicadas à hotelaria tradicional.
Os dados apresentados fazem parte da Pesquisa Conjuntural de Desempenho (Taxinfo), realizada pela ABIH-BA em parceria com a ABIH Brasil. O levantamento digital é alimentado diariamente pelos hotéis por meio do portal Cesta Competitiva, que acompanha a evolução da atividade de hospedagem na capital baiana.
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