Tesla prepara Cybercab para novo teste de operação sem motorista em Austin
Modelo de dois lugares foi projetado para rodar sem controles manuais, mas ainda enfrenta questões técnicas e regulatórias.
Foto: Reprodução / Instagram @teslapro
Apresentado pela Tesla em 2024, o Cybercab chega nesta quinta-feira (3) a uma etapa diferente de sua trajetória. Em Austin, no Texas, a expectativa agora não está em uma nova revelação do robotáxi, mas nos próximos passos para transformar o veículo futurista em uma operação efetiva nas ruas.
A empresa já iniciou a produção no estado norte-americano e vem ampliando o número de unidades preparadas para o projeto.
Desenvolvido desde o início para circular sem motorista, o Cybercab tem apenas dois lugares, portas com abertura do tipo butterfly e foi concebido, em sua configuração definitiva, sem volante ou pedais. Dados atribuídos à Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) indicam tração dianteira, potência próxima de 219 cv, bateria de cerca de 47,6 kWh e peso de 1.412 kg.
A autonomia oficial ainda não foi anunciada pela Tesla; estimativas citadas no material original apontam para algo entre 467 e 483 quilômetros.
O desafio central, porém, está na condução autônoma. O projeto depende de uma versão não supervisionada da tecnologia da Tesla, apoiada principalmente em câmeras e redes neurais. Mesmo em uma operação sem motorista dentro do veículo, assistência humana remota poderá ser necessária diante de situações que o sistema não consiga solucionar sozinho.
Também seguem sem respostas definitivas o número de Cybercabs que entrarão em serviço, quando passageiros poderão solicitar viagens e como serão atendidas as exigências regulatórias para um automóvel sem controles manuais.
A possibilidade de venda do Cybercab ao consumidor também permanece distante de uma definição. A Tesla já apresentou a meta de oferecer o modelo por aproximadamente US$ 30 mil, mas, conforme as informações disponíveis, ainda não há preço final, configurador, sistema de reservas ou data de entrega.
O encontro de 3 de setembro, portanto, terá como principal ponto de atenção a capacidade da companhia de avançar da demonstração tecnológica para uma operação concreta de veículos sem ninguém ao volante.