Robô policial humanoide chama atenção em feira de segurança no Brasil
Batizado de Arcanjo, humanoide foi apresentado como plataforma capaz de auxiliar em patrulhamento, monitoramento e operações de risco.
Foto: Ricardo K./Divulgação IPQ
Um robô policial humanoide capaz de realizar movimentos de luta, patrulhar ambientes e auxiliar no monitoramento de áreas de risco chamou a atenção dos visitantes da COP Internacional. Batizado de Arcanjo, o equipamento foi apresentado pela IPQ Tecnologia durante o evento.
Ainda utilizado como plataforma de testes, o humanoide é desenvolvido para servir como ferramenta de apoio a profissionais de segurança. Entre as aplicações previstas estão reconhecimento facial, monitoramento de perímetros, rondas noturnas, patrulhamento de áreas consideradas de risco e vigilância em unidades prisionais.
Durante a feira, o Arcanjo realizou demonstrações de interação e movimentos de luta, atraindo a curiosidade do público.
Segundo Heitor Galvão, CEO de Operações da IPQ Tecnologia, uma das propostas é empregar o equipamento em situações que possam representar risco elevado para policiais, especialmente em ambientes fechados com suspeita da presença de pessoas armadas.
“Além de auxiliar na segurança pública e privada, ele pode atuar no monitoramento de áreas industriais e na identificação de vazamentos de gás”, explica Galvão.
Inteligência artificial e visão noturna
O projeto ainda está em fase de aperfeiçoamento. A expectativa da empresa é incorporar novos recursos relacionados a inteligência artificial, sensores, automação e reconhecimento de imagens antes de ampliar a oferta comercial da tecnologia.
De acordo com Juliano Alves, representante da fabricante chinesa parceira da IPQ Tecnologia na América Latina e na Europa, o Arcanjo também poderá ser empregado em patrulhamento de corredores e operações com visão noturna.
Apesar das possibilidades apresentadas, a proposta não é entregar ao robô decisões estratégicas de segurança. Segundo os responsáveis pelo projeto, o humanoide foi concebido para atuar de forma preventiva e como ferramenta de apoio ao operador humano, que permanece responsável pela tomada de decisões.