Pesquisa revela quais profissionais mais adotam inteligência artificial no trabalho
Análise com quase 10 mil profissionais associa o uso frequente da tecnologia à abertura para mudanças, inovação e experimentação.
Curiosidade, adaptabilidade e disposição para experimentar novas formas de trabalhar estão entre as características mais associadas ao uso frequente de inteligência artificial no ambiente profissional. A conclusão aparece em uma pesquisa da Hogan Assessments, consultoria especializada em ciência da personalidade, baseada em um painel de quase 10 mil trabalhadores norte-americanos.
O estudo indica que os usuários mais assíduos de IA costumam apresentar maior abertura a novas experiências, imaginação e conforto diante de situações ambíguas. Também tendem a questionar métodos tradicionais e a enxergar a tecnologia como um recurso para ampliar a produtividade, em vez de tratá-la apenas como ameaça aos postos de trabalho. “Nossa pesquisa mostra que a personalidade também exerce um papel importante para explicar quem tende a adotar essas ferramentas, experimentar novas possibilidades e utilizá-las para melhorar o desempenho”, afirma Alise Dabdoub, diretora de Inovação de Produtos e Ciência de Dados da Hogan Assessments.
Na outra ponta, profissionais mais cautelosos, resistentes a mudanças ou desconfortáveis com a incerteza podem enfrentar uma adaptação mais lenta. Segundo a análise, parte desses perfis também apresenta maior predisposição ao estresse e ao esgotamento, o que amplia a necessidade de treinamento, clareza sobre os objetivos da tecnologia e suporte durante a transição.
Para as empresas, o desafio é evitar a expectativa de que todos os colaboradores avancem no mesmo ritmo. A pesquisa sugere que os primeiros adotantes podem atuar como agentes de inovação, enquanto os demais precisam de estrutura, orientação e segurança para incorporar as ferramentas à rotina. “O futuro do trabalho será definido tanto pela tecnologia quanto pelas pessoas”, conclui Dabdoub.