Foto: Divulgação / Unifacs
Salvador sediou uma das primeiras edições mundiais do Climate Literacy Training (CLT), programa internacional voltado à compreensão dos impactos das mudanças climáticas sobre o patrimônio cultural e as comunidades tradicionais.
A formação aconteceu nos dias 14 e 15 de maio na UNIFACS, integrante do Ecossistema Ânima, e foi promovida pelo ICOMOS — Conselho Internacional de Monumentos e Sítios — em parceria com o Escritório Público de Arquitetura e Engenharia (EPAE-UNIFACS), ligado ao curso de Arquitetura e Urbanismo da universidade.
O treinamento integra uma iniciativa global que busca capacitar profissionais, gestores públicos e comunidades para enfrentar os desafios da emergência climática por meio de uma abordagem interdisciplinar baseada na cultura, no patrimônio e no urbanismo sustentável.
Segundo Bruno Amaral de Andrade, coordenador do EPAE-UNIFACS, a proposta do programa é fortalecer estratégias de adaptação climática conectadas à preservação cultural e à atuação nos territórios.
Oficinas, debates e foco em regeneração urbana
A programação abordou temas como ciência climática, avaliação de vulnerabilidades e impactos das mudanças climáticas sobre bens culturais e comunidades tradicionais.
Também foram realizadas oficinas práticas voltadas à elaboração de recomendações para políticas públicas e diretrizes de projetos urbanos voltados à preservação do patrimônio e à regeneração urbana.
Outro destaque foi a apresentação de uma versão compacta da exposição “Salvador 2100”, instalada no hall da universidade.
O evento reuniu estudantes, professores, representantes de órgãos de preservação, lideranças comunitárias e integrantes do poder público municipal e estadual, ampliando o debate sobre sustentabilidade, patrimônio e desenvolvimento urbano em Salvador.
Para a universidade, a realização do CLT reforça o papel acadêmico na formação de profissionais preparados para lidar com os desafios contemporâneos relacionados às mudanças climáticas e à transformação das cidades.