Foto: Divulgação / Projeto Baleia Jubarte
O Instituto Baleia Jubarte e a Petrobras chegam a 2026 com três décadas de colaboração voltadas ao estudo e à proteção das baleias-jubarte no litoral brasileiro. A parceria começou a partir das pesquisas realizadas durante a implantação do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, quando cientistas identificaram uma pequena população remanescente da espécie na região.
O Projeto Baleia Jubarte foi criado em 1988 para monitorar e compreender a presença desses animais na costa do país. Em 1996, surgiu o Instituto Baleia Jubarte, ampliando as atividades de pesquisa, educação ambiental e conservação marinha. Desde então, os estudos passaram a incluir o acompanhamento de rotas migratórias, comportamento reprodutivo e impactos das atividades humanas sobre a espécie.
Os dados acumulados ao longo das últimas décadas indicam uma recuperação significativa da população. Estimativas apontam que o número de jubartes que passam pelo litoral brasileiro durante a temporada reprodutiva passou de algumas centenas nos anos 1980 para mais de 30 mil atualmente. Em 2014, a espécie deixou a lista brasileira de animais ameaçados de extinção, embora ainda enfrente desafios como poluição marinha, mudanças climáticas, pesca industrial e colisões com embarcações.
O trabalho de campo se expandiu com bases de pesquisa em diferentes pontos da costa, como Caravelas, Praia do Forte, Vitória, Ilhabela e Itacaré, além de ações educativas e de monitoramento durante a temporada de avistamento, especialmente entre julho e outubro. A iniciativa integra a Rede BIOMAR e mantém foco contínuo na pesquisa científica, na educação ambiental e na conservação dos ecossistemas marinhos.