Vereador aponta cobre e nitrato como causa de contaminação em praia de Salvador
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Foto: Divulgação
O Carnaval de Salvador avança na agenda ambiental e passa a contar, pela primeira vez, com uma operação estruturada de coleta e reciclagem de vidro. A iniciativa integra o projeto Carnaval Solidário Salvador, liderado por cooperativas como a Cooperguary e a Cooperbrava, reunindo cerca de 500 catadores e catadoras que atuam na coleta de latinhas, plástico, papelão, PET e, agora, vidro nos circuitos da festa. A estimativa é retirar entre 150 e 170 toneladas de resíduos recicláveis das ruas — um aumento de até 70% em relação às edições anteriores.
Embora o vidro seja proibido nos circuitos, ele aparece em grande volume nos camarotes e passa a ser recolhido por cooperados credenciados, uniformizados e equipados com EPIs, seguindo diretamente para a indústria, dentro da lógica da economia circular. Ao todo, mais de 14 cooperativas e cerca de 2.500 catadores participam da operação, que deve injetar mais de R$ 2 milhões na economia baiana. Com menos atravessadores, os profissionais chegam a receber até 80% a mais pelos materiais — a latinha de alumínio, por exemplo, pode alcançar R$ 8 o quilo. Além do impacto ambiental, a ação fortalece o reconhecimento dos catadores como agentes ecológicos essenciais, garantindo melhores condições de trabalho, renda e valorização social.
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