Circulação da Influenza virus reforça necessidade de prevenção anual
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Estratégia vai impactar na incidência do câncer de colo de útero, segunda neoplasia maligna mais comum na população feminina mundial e que registra uma média de 16 mil novos casos por ano no Brasil
A ampliação da imunização contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) na rede pública para mulheres imunossuprimidas até 45 anos pode mudar o cenário de infectados pelo vírus no Brasil e, consequentemente, reduzir a incidência do câncer de colo de útero, segunda neoplasia maligna mais comum na população feminina mundial, atrás dos tumores de mama. A imunossupressão é reconhecida como um dos principais fatores de risco para infecção crônica pelo HPV. Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina quadrivalente para mulheres com deficiência imune era disponibilizada até os 26 anos.
No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), são cerca de 16 mil novos casos de câncer de colo de útero por ano, com uma média de 5 mil mortes. É a quarta neoplasia maligna mais comum entre as brasileiras, sendo superada apenas pelo câncer de pele não melanoma e pelos tumores de mama e colorretal, e a quarta causa de morte por câncer em pacientes do sexo feminino no país.
A mudança no Programa Nacional de Imunizações, anunciada este mês de março e recebida com grande expectativa na comunidade científica, foi embasada por números da Organização Mundial da Saúde (OMS). Os dados revelam que no mundo mais de 630 milhões de homens e mulheres (1:10 pessoas) estão infectados pelo HPV. No Brasil, estima-se entre 9 e 10 milhões, com 700 mil novos casos por ano.
“A ampliação é muito significativa, pois vai abranger essa importante parcela da população de mulheres imunossuprimidas, que são as mais vulneráveis ao câncer de colo de útero”, comemora a ginecologista da Rede AMO, Renata Britto, que também professora associada de Ginecologia da Universidade Federal da Bahia (Ufba). São consideradas imunossuprimidas pessoas infectadas pelo vírus HIV, transplantadas de órgãos sólidos e medula óssea e em tratamento para câncer (radio e/ou quimioterapia).
A especialista destaca a importância da vacina quadrivalente contra o HPV, que está disponível pelo SUS desde 2014 e contempla meninas de 9 a 14 anos e meninos entre 11 e 14 anos. “É fundamental que a vacina proteja jovens antes da exposição ao vírus, que se dá com a iniciação sexual, para que tenham menos chances de desenvolver o câncer de colo de útero”, diz Renata Britto, mestre e doutora em Medicina.
A vacina contra o HPV é administrada em duas ou três doses, com intervalos variável (0,2 e 6 meses ou 0,6 meses). Na rede particular, a vacina pode ser aplicada em homens com até 26 anos.
Papanicolau x periodicidade
Além da eficácia da vacina na proteção contra o câncer de colo de útero, a médica alerta para a importância do autocuidado feminino, o que impacta diretamente na manutenção da defesa do organismo. Essa atenção inclui adoção de alimentação saudável, combate ao fumo e ao excesso de bebidas alcoólicas, além de revisões médicas periódicas. “Com a imunidade alta, a mulher tem muito mais chances de se recuperar ou evitar formas crônicas de uma série de doenças”, reforça a ginecologista Renata Britto, defendendo a atenção à saúde integral da mulher.
Sobre o rastreio, a médica diz que “é consenso na comunidade científica que o primeiro Papanicolau, chamado de preventivo, deve ser feito a partir dos 25 anos para mulheres com vida sexual iniciada”. O exame colhe células do colo do útero para análise em laboratório (citopatologia) para detectar alterações que indiquem a presença do HPV, cuja infecção é responsável por praticamente todos os casos de câncer de colo de útero. Segundo a OMS, provavelmente, a maioria das mulheres no mundo será infectada por pelo menos um dos diversos tipos de HPV ao longo da vida sexual.
Um outro esclarecimento feito pela especialista é quanto à periodicidade do exame. “Se a mulher teve um resultado normal e é saudável e assintomática, o rastreio para o câncer de colo de útero através do preventivo deve ser feito a cada três anos até os 64 anos, desde que os resultados se mantenham normais até lá”, diz a médica, alertando, no entanto, que “a consulta com o ginecologista deve ser feita anualmente”, pois há doenças silenciosas que têm maiores chances de cura se diagnosticadas precocemente.
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