Vacina contra poliomielite ganha segundo reforço aos 4 anos no SUS
1. Novo esquema entrou em vigor em agosto e passa a contar com três doses iniciais da VIP e reforços aos 15 meses e aos 4 anos.
Foto: Marcos Welber/ Acervo Sabin
Crianças de 4 anos passaram a receber uma segunda dose de reforço contra a poliomielite no Brasil. A atualização do Calendário Nacional de Vacinação entrou em vigor em 3 de agosto e acrescentou uma aplicação da Vacina Inativada Poliomielite (VIP) nessa faixa etária. Com a mudança, o esquema passa a reunir três doses iniciais, administradas aos 2, 4 e 6 meses, além dos reforços aos 15 meses e aos 4 anos. O Ministério da Saúde mantém a vacinação como principal estratégia para impedir a reintrodução do poliovírus, já que a doença ainda não foi erradicada mundialmente.
O Brasil não registra casos de poliomielite há décadas. A doença infecciosa é provocada pelo poliovírus e, embora muitas infecções possam ser assintomáticas ou apresentar manifestações leves, casos graves podem atingir o sistema nervoso e provocar paralisia. “Deixar de vacinar as crianças é um risco, porque o vírus da poliomielite não deixou de existir. O que mantém a doença sob controle é justamente a vacinação”, afirma Sylvia Freire, infectologista pediátrica do Sabin Diagnóstico e Saúde. Segundo a especialista, a redução da percepção de risco, a desinformação sobre vacinas, diferenças regionais e dificuldades de acesso aos serviços estão entre os fatores que podem influenciar a adesão à imunização.
O calendário brasileiro utiliza exclusivamente a VIP, aplicada de forma injetável, dentro da estratégia adotada pelo país para a erradicação da doença. A substituição da vacina oral pela inativada começou em 2024, e a inclusão do segundo reforço aos 4 anos complementa esse esquema. A VIP está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Pais e responsáveis devem manter a caderneta das crianças atualizada e verificar com os serviços de vacinação quais doses são necessárias conforme idade e histórico vacinal.