Martagão promove desfile com crianças em tratamento oncológico no Setembro Dourado
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Especialista explica que sessões mais curtas, distribuídas ao longo da semana, podem facilitar a construção de uma rotina consistente de treinamento.
Foto: Magnific
Reservar entre uma hora e meia e duas horas por semana para a musculação pode estar associado a benefícios que vão muito além do ganho de massa muscular. Um estudo publicado no British Journal of Sports Medicine, realizado com quase 150 mil adultos acompanhados por aproximadamente três décadas, relacionou a prática de 90 a 120 minutos semanais de treinamento de força a um risco 13% menor de morte por qualquer causa, na comparação com pessoas que não faziam esse tipo de exercício.
Na mesma faixa de tempo, o levantamento identificou redução de 19% no risco de morte por doenças cardiovasculares e de 27% por doenças neurológicas. Para Guilherme Reis, profissional de educação física e diretor técnico da Rede Alpha Fitness, a regularidade deve ter mais peso na construção da rotina do que a busca por sessões muito longas. “O treinamento de força oferece benefícios que vão muito além da estética. Ele contribui para a manutenção da massa muscular, melhora a força, a mobilidade e a autonomia, especialmente com o avanço da idade”, afirma o educador físico.
Os 90 a 120 minutos podem ser divididos ao longo da semana. Três sessões de 30 a 40 minutos, por exemplo, são uma possibilidade para quem dispõe de três dias para treinar. O especialista ressalta, porém, que não existe uma duração adequada para todas as pessoas. Idade, condicionamento físico, objetivos, rotina e condições individuais precisam ser considerados, especialmente para quem está começando e deve aumentar o volume gradualmente, com orientação profissional.
A musculação também está relacionada à preservação da capacidade funcional, importante para tarefas cotidianas como subir escadas, carregar objetos, levantar-se de uma cadeira e manter o equilíbrio. Com o envelhecimento, o treinamento de força pode ajudar na preservação da massa muscular e da autonomia. “Mais do que buscar um número exato de minutos, é importante entender o exercício como parte de uma rotina de cuidados com a saúde”, conclui Guilherme Reis.
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