Dia Mundial do Rim alerta para avanço silencioso da doença renal crônica
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Especialista explica como a mudança vocal reduz a disforia e melhora a qualidade de vida
Foto: Divulgação/Hupes
A voz é uma das principais formas de expressão e de reconhecimento social. Para muitas pessoas trans, ajustar o timbre vocal ao gênero com o qual se identificam representa um passo essencial no processo de transição, com impacto direto na autoestima, na socialização e no bem-estar emocional. A otorrinolaringologista Érica Campos, referência em laringologia e transição da voz, destaca que a chamada “redesignação vocal” é capaz de reduzir a disforia, melhorar a comunicação e devolver segurança para a convivência social.
Segundo a médica, o desconforto com a voz, conhecido como disforia vocal, pode levar a evitar conversas em público, ligações telefônicas e até interações cotidianas. Estudos apontam que até 88% das mulheres trans relatam insatisfação com a própria voz, o que se reflete em isolamento social, ansiedade e prejuízos à saúde mental. “A transição vocal é muito mais do que uma mudança de som. Ela envolve sonhos, expectativas e o desejo de ser reconhecida por quem se é”, afirma Érica.
Entre as técnicas disponíveis, a glotoplastia é a mais utilizada para elevar o tom vocal. O procedimento encurta as pregas vocais por via intraoral, sem cicatrizes externas, e exige repouso vocal de até 15 dias. O resultado definitivo ocorre em cerca de oito meses e depende de acompanhamento fonoaudiológico e psicológico para reeducação da musculatura da laringe. Outro procedimento comum é a condroplastia, que reduz o pomo de Adão. Embora não interfira diretamente na voz, contribui para a autoimagem feminina e fortalece a confiança das pacientes.
Nos homens trans, a testosterona geralmente promove o engrossamento natural da voz, muitas vezes dispensando cirurgia. Já pessoas cis com disforia vocal causada por alterações hormonais também podem recorrer à glotoplastia. “A voz não é só um som, é identidade, presença e expressão. A redesignação vocal devolve autoestima e gera pertencimento, ajudando cada indivíduo a se reconhecer em seu corpo”, explica a especialista.
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