Na Coreia do Sul, governo firma acordo para produção de biomedicamento na Bahia
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Fotos: Freepik e Divulgação
Com o avanço da medicina reprodutiva, cresce também a busca por tratamentos de fertilidade mais seguros e personalizados. Entre as principais inovações está o teste genético pré-implantacional (PGT), tecnologia aplicada em ciclos de Fertilização in Vitro (FIV) que permite analisar o material genético do embrião antes da transferência para o útero, identificando possíveis alterações cromossômicas ou genéticas que possam comprometer a implantação ou o desenvolvimento da gestação.
As anomalias congênitas seguem entre as principais causas de mortalidade e morbidade neonatal no Brasil e no mundo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 6% dos bebês nascidos globalmente apresentam algum tipo de anomalia congênita, e aproximadamente 240 mil mortes neonatais por ano estão associadas a essas condições. Alterações no número ou na estrutura dos cromossomos — como as relacionadas à síndrome de Down — figuram entre as que mais impactam o sucesso reprodutivo e a saúde perinatal.
Nesse contexto, o teste genético pré-implantacional tem ganhado destaque nas clínicas de reprodução assistida. O exame é realizado em embriões formados em laboratório durante a FIV e possibilita identificar embriões cromossomicamente normais (euploides), com maior probabilidade de evoluir para uma gestação saudável. A técnica contribui para reduzir o número de transferências embrionárias sem sucesso, diminuir o tempo de tratamento e reduzir a ocorrência de aborto clínico quando comparada a ciclos sem análise genética.
“A análise genética embrionária permite ao casal e ao médico compreender melhor o potencial de cada embrião, focando naqueles com maior chance de evolução positiva”, explica a especialista em reprodução humana do IVI Salvador, Dra. Isa Rocha. “Não substitui todos os cuidados clínicos, mas representa um avanço importante na tomada de decisões informadas.”
A técnica também tem mostrado benefícios em grupos específicos, como pacientes com histórico de perdas gestacionais recorrentes ou idade materna avançada, aumentando as taxas de implantação e nascimento vivo em contextos selecionados. As aneuploidias — alterações no número de cromossomos — estão entre as causas mais comuns de falhas de implantação e abortamentos precoces, reforçando a relevância do exame em casos indicados.
No Brasil, a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) registra crescimento contínuo no número de ciclos de reprodução assistida, com mais de 384 mil ciclos de FIV realizados na última década. O dado evidencia a importância do aprimoramento técnico e científico constante na área.
Embora o teste genético pré-implantacional não elimine totalmente os riscos inerentes à gestação, ele representa uma nova fronteira na medicina reprodutiva, oferecendo mais previsibilidade e segurança para casais que enfrentam desafios como abortamentos de repetição, idade materna avançada ou histórico familiar de doenças genéticas.
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