Saúde

Polilaminina: pesquisa brasileira devolve movimentos e renova esperança a pacientes com lesão medular

Polilaminina: pesquisa brasileira devolve movimentos e renova esperança a pacientes com lesão medular
Ana Virgínia Vilalva

Ana Virgínia Vilalva

09/02/2026 5:00pm

Foto: Reprodução / Site Cristália

Depois de 25 anos de pesquisa, a professora Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apresentou resultados que podem mudar a forma como lesões na medula espinhal são tratadas no Brasil e no mundo.

À frente do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, a pesquisadora desenvolveu um estudo baseado na laminina, uma proteína natural extraída da placenta, conhecida por sua capacidade de ajudar na regeneração de células e na reorganização de tecidos do sistema nervoso.

Dessa pesquisa nasceu a polilaminina, um medicamento experimental aplicado diretamente na coluna. Nos testes realizados até agora, pacientes que haviam perdido movimentos por causa de lesões na medula espinhal apresentaram recuperação parcial e, em alguns casos, até total da mobilidade — um resultado considerado histórico pela comunidade científica.

A descoberta ganhou repercussão nacional, com destaque em veículos como a Folha de S. Paulo e o Jornal Nacional, e passou a ser vista como um dos maiores avanços brasileiros na área da medicina regenerativa.

Agora, o próximo passo é a autorização da Anvisa para ampliar os estudos clínicos, permitindo que mais pacientes participem dos testes. A expectativa é que, no futuro, a polilaminina se torne um tratamento acessível, capaz de transformar a vida de milhares de pessoas que hoje convivem com limitações motoras permanentes.

A polilaminina representa uma vitória da ciência brasileira, desenvolvida dentro de uma universidade pública, mostrando que pesquisa, investimento e persistência podem gerar descobertas que mudam vidas.