Saúde

Entenda como alterações hormonais podem afetar a libido feminina e quando procurar ajuda médica

Especialista explica que fatores hormonais, emocionais e comportamentais devem ser avaliados para identificar a origem da diminuição do desejo sexual.

Entenda como alterações hormonais podem afetar a libido feminina e quando procurar ajuda médica
Da Redação

Da Redação

03/08/2026 10:45am

Foto: PeopleImages/ Shutterstock

A diminuição da libido é uma das queixas mais frequentes nos consultórios ginecológicos e pode estar relacionada a diferentes fatores. Alterações hormonais figuram entre as causas mais comuns, especialmente durante a transição para a menopausa e após esse período. No entanto, especialistas alertam que aspectos emocionais, comportamentais e condições gerais de saúde também precisam ser considerados antes de definir qualquer tratamento.

Segundo a ginecologista e consultora do Sabin Diagnóstico e Saúde, Luciana Soares, os hormônios mais associados à queda do desejo sexual são os estrogênios e os androgênios, principalmente a testosterona. Enquanto os estrogênios contribuem para a lubrificação vaginal e o conforto durante as relações sexuais, a testosterona está ligada ao desejo, à motivação e à sensação de bem-estar. Alterações na função da tireoide e níveis elevados de prolactina também podem interferir na libido em situações específicas.

A médica ressalta, porém, que a função sexual feminina vai além da questão hormonal. Estresse, ansiedade, qualidade do sono, saúde mental, problemas no relacionamento e outras condições clínicas podem influenciar diretamente o desejo sexual. Por isso, a avaliação deve ser individualizada, principalmente quando a redução da libido provoca incômodo ou representa uma mudança importante na rotina da paciente.

A investigação começa com uma consulta clínica detalhada, seguida, quando necessário, por exames laboratoriais. Entre os testes mais solicitados estão os que avaliam hormônios reprodutivos, como estradiol, FSH e LH, além de testosterona total e livre, SHBG, TSH e T4 livre, utilizados para verificar o funcionamento da tireoide. Dependendo do quadro, o médico também pode solicitar hemograma, ferritina, vitaminas B12 e D e glicemia. A interpretação conjunta desses resultados permite identificar as causas da baixa libido e definir o tratamento mais adequado para cada mulher.