Saúde

Cirurgiã-dentista chama atenção para causas do sufocamento noturno em conversa com a jornalista Analice Nicolau

Especialista abordou a relação entre alterações orofaciais, respiração durante o sono, bruxismo e episódios de falta de ar

Cirurgiã-dentista chama atenção para causas do sufocamento noturno em conversa com a jornalista Analice Nicolau
Marcello Fontes

Marcello Fontes

03/09/2026 2:59pm

Foto: Divulgação


Uma transmissão ao vivo entre a cirurgiã-dentista Dra. Rosinéa Oliveira e a jornalista Analice Nicolau trouxe esclarecimentos sobre episódios de sufocamento noturno e a relação entre alterações orofaciais e problemas respiratórios durante o sono. A conversa alcançou um tema que afeta pacientes de diferentes regiões e abordou sinais como falta de ar ao acordar, taquicardia e sono não reparador.

Durante a conversa, a especialista explicou que características da arcada dentária e o espaço funcional disponível para a língua podem interferir na passagem do ar. Em casos de redução das vias aéreas, o organismo pode responder com despertares súbitos e outros sinais que exigem investigação adequada.

“A língua possui dezessete músculos e precisa de espaço funcional na boca para não estrangular a passagem do ar durante a noite”, explica Rosinéa.

A avaliação desses pacientes pode envolver diferentes recursos para investigar fatores relacionados ao sono, à respiração e às estruturas orofaciais. Na clínica, a abordagem adotada reúne estratégias como aparelhos intraorais, reeducação respiratória e avaliação da oclusão, de acordo com as necessidades identificadas individualmente.

Outro ponto abordado foi a possível relação entre alterações na articulação temporomandibular, apertamento dos dentes e dores de cabeça. “Muitos pacientes enfrentam dores de cabeça diárias sem saber que o estresse biomecânico na arcada e o apertamento dos dentes estão superestimulando o nervo trigêmeo”, afirma a especialista.

Rosinéa também destacou a necessidade de acompanhamento multidisciplinar nos casos em que pacientes utilizam medicamentos psicotrópicos. A eventual redução ou suspensão desses medicamentos deve ser avaliada e conduzida pelos profissionais responsáveis pela prescrição, como médicos psiquiatras e neurologistas.