Saúde

Canetas emagrecedoras: 65% desistem do tratamento devido ao custo

Canetas emagrecedoras: 65% desistem do tratamento devido ao custo
Pietro Baddini

Pietro Baddini

14/06/2026 2:00pm

Foto: Reprodução 

O custo financeiro elevado tornou-se o principal obstáculo para a continuidade do tratamento com canetas emagrecedoras, levando cerca de 65% dos pacientes a abandonarem o uso dos medicamentos antes do prazo recomendado. Remédios de última geração baseados em análogos de GLP-1, como a semaglutida e a tirzepatida, exigem aplicações contínuas de longo prazo para a manutenção do peso, gerando um desembolso mensal que facilmente ultrapassa a marca de R$ 1.000. Sem cobertura massiva pelos planos de saúde e fora da lista de medicamentos gratuitos do SUS, o tratamento pesa severamente no orçamento familiar, transformando o sonho da perda de peso em uma despesa insustentável a médio prazo.


Diante desse cenário, o abandono precoce por razões financeiras acende um alerta na comunidade médica devido ao temido "efeito sanfona". Estudos apontam que a interrupção abrupta do medicamento, sem o devido suporte de transição e sem a consolidação de novas rotinas de saúde, faz com que a grande maioria dos pacientes recupere o peso perdido em poucos meses. O impacto financeiro acaba se tornando duplo: além do investimento perdido nas doses iniciais, o paciente volta a arcar com os custos associados às comorbidades da obesidade, evidenciando que o alto preço do tratamento compromete não apenas o bolso, mas a eficácia clínica da terapia.