Saúde

Atividade física pode ajudar a reduzir risco de demências e preservar autonomia

Caminhadas, exercícios de força, atividades de equilíbrio e dança podem fazer parte da rotina, com adaptação às condições e necessidades de cada pessoa.

Atividade física pode ajudar a reduzir risco de demências e preservar autonomia
Da Redação

Da Redação

21/09/2026 12:10pm

Foto: Magnific

Manter uma rotina de atividade física ao longo da vida pode contribuir não apenas para a saúde cardiovascular e a capacidade funcional, mas também para a prevenção de fatores associados ao declínio cognitivo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) inclui a prática de exercícios entre as estratégias recomendadas para reduzir riscos de demência, condição que atinge mais de 57 milhões de pessoas no mundo e registra quase 10 milhões de novos casos anualmente. O Alzheimer responde por cerca de 60% a 70% dos casos.

Embora a idade seja o principal fator de risco, a demência não é considerada uma consequência inevitável do envelhecimento. Hábitos e condições de saúde também entram nessa equação. A inatividade física está entre os fatores que podem influenciar o risco, assim como hipertensão, diabetes e colesterol elevado. “A atividade física contribui para a saúde cardiovascular, ajuda no controle da pressão arterial, melhora a capacidade funcional e favorece a manutenção da autonomia”, afirma Everton Raeda, profissional de educação física e gestor técnico da Rede Alpha Fitness.

O exercício também pode integrar os cuidados de quem já recebeu diagnóstico de Alzheimer ou outra demência. Caminhadas, treinamento de força, atividades voltadas ao equilíbrio e dança estão entre as possibilidades, desde que a rotina considere mobilidade, condicionamento, estágio da doença e eventuais limitações. Segundo Raeda, não há um modelo único de treinamento para esse público: a proposta deve buscar a preservação dos movimentos e da independência necessária às tarefas cotidianas, além dos ganhos de força e resistência.


Para adultos em geral, a OMS recomenda entre 150 e 300 minutos semanais de atividade física aeróbica moderada, acompanhados de exercícios de fortalecimento muscular. Quem não consegue atingir esse volume deve permanecer ativo dentro das próprias possibilidades e aumentar a prática gradualmente. Raeda ressalta que o exercício não representa uma garantia contra o Alzheimer, mas faz parte de um conjunto de hábitos associados ao envelhecimento saudável e, entre pessoas diagnosticadas, pode contribuir para a manutenção da autonomia e da qualidade de vida.