Eleições 2026: Veja como foi o domingo do candidato Lula
Foto: Ricardo Stuckert/Lula Oficial Uma manifestação em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocupou grande parte da Avenida Paulista,...
Declarações ocorreram em evento com o candidato ao governo fluminense Douglas Ruas, em meio a questionamentos sobre possíveis cortes de gastos públicos.
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta sexta-feira (9), que pretende intensificar o enfrentamento ao crime organizado caso seja eleito. A declaração foi feita durante um evento de campanha na Ilha Itanhangá, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, ao lado do deputado estadual Douglas Ruas (PL-RJ), candidato ao governo fluminense. O senador afirmou que ambos estão alinhados na proposta de “declarar guerra” às organizações criminosas, citando o Comando Vermelho, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e as milícias.
O discurso ocorre em meio a questionamentos sobre relações políticas anteriores com pessoas ligadas a milícias. Em 2003, quando exercia mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Flávio apresentou uma moção de louvor a Adriano da Nóbrega, que também recebeu a Medalha Tiradentes por iniciativa do parlamentar, em 2005. A mãe e a esposa de Adriano chegaram a trabalhar em seu gabinete.
O senador também foi acusado de destinar uma emenda parlamentar de aproximadamente R$ 200 mil a um projeto esportivo por solicitação de Robson Calixto, conhecido como Peixe, condenado por envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco. Douglas Ruas é filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL), citado no relatório final da CPI das Milícias da Alerj, em 2008, como um dos líderes de grupos milicianos na região. O prefeito nega as acusações.
Durante o encontro, Flávio também rejeitou informações de que pretende privatizar a Petrobras ou encerrar o Bolsa Família. O candidato classificou essas afirmações como falsas e garantiu a continuidade dos programas sociais.
Ele agradeceu o apoio de Augusto Cury (Avante), derrotado na disputa presidencial, e afirmou que mantém conversas com outras legendas para ampliar sua base política.
Na área econômica, as declarações contrastam com discussões sobre contenção de despesas públicas. Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha, já mencionou a possibilidade de reduzir ministérios e gastos. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo citada no texto original, integrantes da equipe estudavam medidas capazes de gerar economia de até R$ 250 bilhões, incluindo alterações em regras de reajuste de aposentadorias, do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e dos pisos de saúde e educação.
A campanha afirma que essas propostas não representam posições oficiais do candidato. O debate também recupera o orçamento apresentado pelo governo Jair Bolsonaro para 2023, que previa redução de aproximadamente 59% nos recursos do Farmácia Popular.
*Com informações da Agência Brasil
Foto: Ricardo Stuckert/Lula Oficial Uma manifestação em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocupou grande parte da Avenida Paulista,...
Foto: Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro O senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, apresentou neste domingo (11), em Sã...
Foto: Ricardo Stuckert/Lula Oficial O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, participou de uma carreata neste sábado (10), em Natal,...