Foto: NASA
Na última semana, o mundo voltou os olhos para uma nova etapa da exploração espacial: pela primeira vez, seres humanos alcançaram o lado oculto da Lua durante a missão da NASA. Os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, que retornaram à Terra na sexta-feira (10), dividiram não apenas o feito histórico com gerações anteriores de exploradores lunares, mas também um símbolo em comum: o relógio Speedmaster, da Omega SA.
Conhecido como “Moonwatch”, o modelo acompanha todas as missões tripuladas à Lua desde 1969. Para a jornada de dez dias rumo ao lado oculto do satélite natural, foi escolhida a versão Speedmaster X-33 2nd Generation, desenvolvida em parceria com o astronauta Thomas Stafford, comandante da missão Apollo 10.
O relógio deixou de ser comercializado em meados dos anos 2000 e passou a ser produzido exclusivamente para uso da NASA. Fabricado em titânio grau 2, o modelo foi projetado para resistir à corrosão e às variações extremas de temperatura do espaço. Diferentemente das versões usadas nas missões Apollo, o X-33 é destinado apenas ao uso dentro da nave, auxiliando nas operações e no controle do tempo.
No mercado brasileiro, exemplares do Speedmaster costumam variar entre R$ 13 mil e R$ 18 mil, além de edições especiais lançadas ao longo dos anos. Apesar de ter se tornado o primeiro relógio utilizado na superfície lunar em 1969, sua história no espaço começou antes: em 1962, o astronauta Wally Schirra levou o modelo a bordo da missão Mercury-Atlas 8, que orbitou a Terra seis vezes para testar sistemas de voos de longa duração.