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'Grandes problemas virão': Trump acusa postos de lucro abusivo e ordena redução nos preços

'Grandes problemas virão': Trump acusa postos de lucro abusivo e ordena redução nos preços
Da Redação

Da Redação

30/06/2026 6:30pm

Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu publicamente que os donos de postos de combustíveis reduzam os preços da gasolina de forma imediata em todo o país. Através de publicações em sua rede social, Truth Social, o líder norte-americano fez duras ameaças ao setor varejista, afirmando que "grandes problemas virão" para os estabelecimentos que não repassarem a queda dos custos internacionais às bombas. Trump estabeleceu como meta o valor de US$ 2,50 por galão de combustível e acusou as grandes distribuidoras e os comerciantes de praticarem margens abusivas contra a população.A forte pressão da Casa Branca ocorre em um momento de recuo acentuado no mercado de commodities, com o barril do petróleo bruto do tipo WTI operando abaixo dos US$ 70 após um alívio nas tensões geopolíticas no Oriente Médio. 

O presidente argumentou que, enquanto o preço da matéria-prima "desaba como uma rocha", os valores cobrados dos motoristas continuam artificialmente elevados, configurando uma prática ilegal de exploração de preços. Na semana anterior, o mandatário já havia instruído o Departamento de Justiça (DOJ) a abrir investigações formais para apurar possíveis abusos comerciais por parte das petrolíferas.Além das cobranças diretas aos varejistas, Trump utilizou o pronunciamento para disparar duras críticas às políticas fiscais locais, elegendo o estado da Califórnia como o principal alvo dos ataques.

 De acordo com o presidente, os pesados impostos estaduais sobre os combustíveis fazem com que os moradores locais sofram abusos financeiros promovidos pelo próprio governo estadual. Analistas políticos apontam que a agressividade do governo federal sobre o preço da energia reflete o temor da gestão republicana com a inflação e com os índices de popularidade, de olho na manutenção da maioria legislativa nas eleições de meio de mandato que acontecem em novembro