Chips nas mãos: A nova realidade da Suécia
Foto: Reprodução A Suécia se consolidou como o principal polo global na adoção de microchips subcutâneos, transformando o corpo humano na mais recente ferr...
Foto: NASA/EPIC
Em algumas horas, a tripulação da missão Artemis 2 estará distante da Terra. Enquanto a nave Orion se afasta do planeta, os astronautas mantêm contato constante com o controle da missão da NASA em Houston, uma conexão que simboliza segurança e proximidade com o lar. Mas esse vínculo será interrompido por alguns minutos históricos.
Quando a nave passar por trás da Lua, por volta das 19h47 (horário de Brasília), os sinais de rádio e laser que permitem comunicação com a Terra serão bloqueados pelo próprio satélite. Durante cerca de 40 minutos, os quatro astronautas — Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen — estarão completamente sem contato com o planeta.
O apagão ocorre porque a Lua bloqueia a comunicação entre a nave e a Deep Space Network, a rede global de antenas responsável por rastrear missões espaciais.
A situação lembra as missões do programa Apollo 11. Em 1969, enquanto Neil Armstrong e Buzz Aldrin caminhavam na superfície lunar, Michael Collins orbitava sozinho o lado oculto da Lua, sem contato com a Terra por 48 minutos. Ele descreveu a experiência como um momento de isolamento absoluto, mas também de paz e tranquilidade.
Enquanto os astronautas estarão focados na observação lunar, equipes em solo acompanharão com expectativa. Uma das estações responsáveis pelo rastreamento é a antena de Goonhilly, na Cornualha, que monitora a posição da cápsula ao longo da missão.
No futuro, esse tipo de interrupção pode deixar de existir. Projetos como o Moonlight, da Agência Espacial Europeia, planejam criar uma rede de satélites ao redor da Lua para garantir comunicação contínua, passo essencial para a construção de bases lunares e a presença humana permanente no satélite.
Durante o período sem comunicação, os astronautas irão observar o hemisfério oculto da Lua, já explorado por sondas da China e da Índia, registrando imagens e analisando crateras e antigos fluxos de lava.
Quando a nave voltar a emergir e o sinal for restabelecido, o mundo inteiro respirará aliviado — e a tripulação poderá compartilhar novas imagens e descobertas de um dos lugares mais misteriosos do espaço.
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