Luxo

Luxo acessível ganha espaço e leva grandes marcas a rever estratégias

Alta dos preços afasta compradores ocasionais e abre espaço para produtos de entrada e peças de luxo seminovas.

Luxo acessível ganha espaço e leva grandes marcas a rever estratégias
Da Redação

Da Redação

18/08/2026 11:45am

A imagem de um mercado sustentado exclusivamente por consumidores ultrarricos não corresponde à composição de boa parte da clientela das grandes grifes. Segundo as informações apresentadas, a maior parcela dos compradores de marcas como Louis Vuitton, Gucci e Burberry pertence à classe média e desembolsa menos de US$ 2,3 mil por ano com artigos de luxo. Com a escalada dos preços, esse consumidor passou a procurar opções mais acessíveis.

A mudança começa a aparecer nas estratégias comerciais. A Ralph Lauren mantém um portfólio que vai de relógios de US$ 320 mil a meias para tênis de US$ 12. A empresa cresceu 13% no último trimestre e acumula expansão próxima de 10% há sete trimestres consecutivos. A Gucci também fez movimentos nessa direção: uma coleção lançada em abril chegou ao mercado com preço médio 27% inferior ao de modelos anteriores.

Outro sinal vem do mercado secundário. A revenda de produtos de luxo avançou 17% no último trimestre, indicando maior interesse por caminhos de entrada no segmento que não passam necessariamente pela compra de peças novas nas boutiques. O movimento coloca preço e acessibilidade novamente no centro das estratégias de um setor que, durante anos, elevou valores para ampliar exclusividade e margens.