Estudante baiana conquista 1º lugar em Medicina na USP aos 17 anos
Foto: Divulgação / Colégio São Paulo A estudante baiana Anna Laura Batista, de 17 anos, conquistou o 1º lugar no curso de Medicina da Universidade de São Paulo...
Fotos: Divulgação / Colégio Anchieta
O início do ano letivo costuma ser um período de grandes mudanças para crianças e famílias. A adaptação escolar, especialmente na Educação Infantil e nos primeiros anos do Ensino Fundamental, envolve não apenas a inserção em um novo espaço, mas também a construção de vínculos e de uma nova rotina.
Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), o período de adaptação escolar deve ser conduzido de forma flexível, considerando as emoções envolvidas nessa fase com sensibilidade e acolhimento, sem forçar a criança a “se acostumar”. “A adaptação não acontece de um dia para o outro. Cada criança tem seu próprio tempo, e respeitar esse ritmo é essencial para que ela desenvolva confiança no ambiente escolar. Quando o aluno percebe que é cuidado e ouvido, passa a se sentir seguro para explorar, aprender e se expressar”, ressalta Aline Bastos, diretora do Colégio Anchieta – Unidade Bela Vista, instituição da Inspira Rede de Educadores.
A rotina é um dos principais pilares para uma adaptação tranquila. Horários definidos para chegada, alimentação, atividades pedagógicas e momentos de descanso ajudam a criança a compreender o funcionamento da escola e a desenvolver previsibilidade — fator essencial para reduzir a ansiedade e fortalecer a autonomia.
Outro elemento indispensável nesse processo é o vínculo afetivo entre educadores e alunos. A entrada na escola representa, para muitos, o primeiro grande movimento de desprendimento do núcleo familiar e marca o início da vida social. A relação de confiança construída no cotidiano escolar contribui para que a criança se sinta acolhida, respeitada e pertencente ao ambiente educativo.
A participação da família também desempenha papel decisivo. Manter uma comunicação clara com a escola, transmitir segurança à criança e respeitar o tempo individual de cada estudante são atitudes que fortalecem esse processo. Mudanças bruscas ou despedidas prolongadas, por exemplo, podem gerar insegurança, enquanto uma postura tranquila dos responsáveis tende a favorecer a adaptação.
“Com acolhimento, rotina estruturada e relações afetivas fortalecidas, a adaptação escolar se torna uma experiência mais leve e positiva, criando bases sólidas para o desenvolvimento emocional, social e cognitivo da criança ao longo da vida escolar”, conclui Aline Bastos.
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