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Salvador sediará em 2027 o Festival SESI de Educação após destaque de equipes baianas em etapa nacional

Salvador sediará em 2027 o Festival SESI de Educação após destaque de equipes baianas em etapa nacional
Ana Virgínia Vilalva

Ana Virgínia Vilalva

10/03/2026 6:12pm

Foto: Eduardo Tarran / SESI

Salvador será a sede da edição de 2027 do Festival SESI de Educação, uma das maiores competições estudantis de robótica e inovação do país. O anúncio foi feito após a participação de equipes da Escola SESI Bahia na etapa nacional do evento, realizada entre os dias 5 e 8 de março na Fundação Bienal de São Paulo, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. A competição reuniu cerca de 2,3 mil estudantes de todo o Brasil.

A delegação baiana foi representada por oito equipes nas quatro categorias do festival e voltou para casa com cinco premiações. Um dos destaques foi a equipe Pégasus, da Escola SESI Djalma Pessoa, em Salvador, que conquistou o 3º lugar geral na modalidade Stem Racing — competição em que os estudantes criam uma escuderia de Fórmula 1 e desenvolvem um carro de corrida em miniatura. O grupo também garantiu o 1º lugar na categoria Pesquisa e Desenvolvimento.

Na modalidade First Tech Challenge, que envolve robôs mais robustos e desafios avançados de programação, a equipe Hydra FTC, também da Escola SESI Djalma Pessoa, ficou com o 3º lugar no Prêmio Inovação. Já na categoria First Robotics Challenge, considerada a mais avançada da competição, a equipe Hydra FRC recebeu o Prêmio de Sustentabilidade e conquistou, pelo segundo ano consecutivo, o Prêmio Safety All Star, reconhecimento concedido a equipes que demonstram forte compromisso com a cultura de segurança.

Outro destaque veio da Escola SESI Manuel Querino, em Candeias. As equipes Robolife e Gênius foram premiadas na categoria Core Values da First Lego League, alcançando o primeiro e o segundo lugares, respectivamente.

Para o superintendente do Serviço Social da Indústria da Bahia, Armando da Costa Neto, os resultados refletem o empenho dos estudantes e o trabalho desenvolvido nas escolas. Segundo ele, mais importante que os troféus é o aprendizado adquirido durante todo o processo de preparação, que envolve disciplina, trabalho em equipe e desenvolvimento de soluções inovadoras para desafios reais.

Nesta edição do festival, os estudantes foram desafiados a propor soluções para problemas enfrentados por profissionais da área de arqueologia, utilizando tecnologia, programação e engenharia.

Com a escolha da Bahia como sede da próxima edição, o estado passa a se preparar para receber, em março de 2027, equipes de todo o país. A expectativa é que o evento reúna novamente milhares de estudantes e educadores em um ambiente voltado à educação, tecnologia e inovação. Segundo Armando da Costa Neto, sediar o festival em Salvador representa um reconhecimento importante e também uma grande responsabilidade para o estado.