Bahia lança ação nacional para ampliar arte e cultura nas escolas de tempo integral
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A percepção de que a infância está ficando mais curta tem se tornado comum entre famílias e escolas. Embora as crianças ainda vivam em seu universo próprio, cresce a antecipação de comportamentos, responsabilidades e interesses antes associados à adolescência ou à vida adulta. Esse fenômeno, conhecido como adultização precoce, pode trazer impactos importantes para o desenvolvimento emocional, social e cognitivo.
Segundo a psicanalista Larissa Machado, diretora do Colégio São Paulo – Unidade Tempo de Criança, fatores como excesso de telas, contato com conteúdos inadequados e rotinas muito estruturadas — com pouco espaço para o brincar livre — estão entre os principais responsáveis por essa mudança.
Dados da TIC Kids Online Brasil reforçam o cenário: 93% dos brasileiros entre 9 e 16 anos já utilizam a internet, somando mais de 24 milhões de crianças e adolescentes. Desses, mais de 20% tiveram o primeiro acesso antes dos seis anos. A exposição precoce às redes sociais e a padrões de comportamento adultos pode gerar ansiedade, comparações constantes e dificuldades na construção da identidade. Como consequência, muitas crianças passam a se preocupar cedo com aparência, desempenho e validação externa, reduzindo o tempo dedicado a interações presenciais e experiências típicas da infância.
Nesse contexto, a participação da família torna-se ainda mais essencial. No entanto, a rotina intensa e as demandas do dia a dia têm dificultado a presença ativa dos responsáveis. Muitas vezes, momentos de convivência acabam substituídos por soluções práticas, como o uso de telas ou agendas cheias de atividades, diminuindo o espaço para diálogo, brincadeiras e troca afetiva. Para a especialista, essa ausência — ainda que involuntária — pode afetar a construção de vínculos e a segurança emocional das crianças.
A redução do tempo para o brincar livre também preocupa. Brincar vai além do lazer: é uma necessidade fundamental para o desenvolvimento infantil. É por meio das brincadeiras que as crianças aprendem a lidar com frustrações, desenvolvem habilidades socioemocionais, constroem autonomia e estimulam a criatividade. Quando esse tempo é reduzido, os impactos podem se refletir ao longo da vida.
Diante desse cenário, Larissa Machado destaca a importância de preservar o tempo da infância. Incentivar atividades ao ar livre, limitar o uso de telas, respeitar o ritmo de cada criança e valorizar momentos de convivência familiar são atitudes essenciais para um crescimento mais saudável. Mais do que preparar para o futuro, é fundamental garantir que a infância seja vivida plenamente, com espaço para descobertas, imaginação e afeto.
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