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Aprender a lidar com frustrações é essencial para o desenvolvimento emocional das crianças

Aprender a lidar com frustrações é essencial para o desenvolvimento emocional das crianças
Ana Virgínia Vilalva

Ana Virgínia Vilalva

24/03/2026 7:05pm

Foto: Freepik

Em um cenário em que muitos pais buscam evitar qualquer tipo de frustração para os filhos, aprender a lidar com o “não” se mostra uma habilidade fundamental para o crescimento emocional das crianças. Situações comuns do cotidiano — como não ganhar um brinquedo, perder um jogo ou ter que esperar a vez — fazem parte do processo de aprendizagem e contribuem para o desenvolvimento de competências importantes para a vida adulta, como controle emocional, empatia e capacidade de enfrentar desafios.

Segundo a psicóloga e orientadora do Colégio Cândido Portinari, Margarida Serrão, crianças que crescem sem vivenciar limites ou frustrações podem apresentar dificuldades para lidar com contratempos e críticas no futuro. “A frustração faz parte da vida e precisa ser apresentada de forma saudável desde a infância. É nesse processo que a criança aprende a regular emoções, respeitar limites e desenvolver resiliência”, explica.

Pais e responsáveis têm papel central nesse processo. A orientação é acolher os sentimentos da criança, mas evitar resolver imediatamente todas as situações de desconforto. O diálogo e o estabelecimento de limites claros ajudam os pequenos a compreender que nem sempre seus desejos serão atendidos.

No ambiente escolar, a convivência coletiva também contribui significativamente para esse aprendizado. Atividades em grupo, jogos e desafios pedagógicos permitem que as crianças experimentem tanto vitórias quanto derrotas, aprendendo a lidar com diferentes emoções.

O equilíbrio é essencial: proteger e apoiar a criança é importante, mas permitir que ela enfrente pequenas frustrações é parte fundamental da formação emocional. “Quando a criança entende que o erro, a espera e a negativa fazem parte da vida, ela se torna mais preparada para lidar com desafios e construir relações mais saudáveis”, conclui Margarida Serrão.