Foto: TV Brasil / Reprodução
A Academia Sueca mantém sigilo absoluto sobre os indicados ao Nobel — segredo guardado por 50 anos. Mas, fora dos arquivos, as especulações se transformam em apostas, movimentando casas de jogos e revistas especializadas.
Enquanto nas áreas de Física, Química, Medicina e Economia prevalecem palpites acadêmicos baseados em impacto científico, os prêmios de Literatura e Paz viram terreno fértil para rumores, campanhas de fãs e odds de sites de apostas.
O Nobel de Literatura nunca veio para o Brasil, mas em 2025 um nome nacional surge entre os cotados: Milton Hatoum, autor de Dois Irmãos e Cinzas do Norte.
Segundo a casa britânica NicerOdds, Hatoum aparece com cotação de 24/1. A probabilidade é modesta, mas suficiente para colocar o país no radar das especulações. Vale lembrar que em 2024 a sul-coreana Han Kang venceu com odds ainda mais improváveis, de 33/1.
Entre os favoritos deste ano estão László Krasznahorkai (Hungria), conhecido pela prosa densa; Haruki Murakami (Japão), eterno cotado; e Can Xue (China), referência em experimentação literária.
As apostas para o Nobel da Paz são ainda mais movimentadas. Entre os nomes mais citados estão Yulia Navalnaya, viúva de Alexei Navalny, apontada como favorita; Donald Trump, em um paradoxo típico dos tempos atuais; Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia; além de António Guterres (ONU) e o Acnur (Alto Comissariado da ONU para Refugiados).
Os favoritos nas ciências vêm de palpites de revistas e institutos especializados:
- Química – baterias verdes, catálise de átomo único e condensados biomoleculares;
- Física – avanços em computação quântica e sistemas fotônicos; Michelle Simmons (Austrália) é um dos nomes fortes;
- Medicina – medicamentos GLP-1 (como Wegovy e Ozempic) e optogenética;
- Economia – Nicholas Stern (clima), Thomas Piketty (desigualdade) e Esther Duflo (políticas sociais).
Em 2024, os ganhadores foram:
- Física: John J. Hopfield e Geoffrey Hinton;
- Química: David Baker, Demis Hassabis e John Jumper;
- Medicina: Victor Ambros e Gary Ruvkun, pela descoberta do microRNA;
- Literatura: Han Kang (Coreia do Sul);
- Paz: Nihon Hidankyo, associação de sobreviventes das bombas atômicas no Japão;
- Economia: Daron Acemoglu, Simon Johnson e James A. Robinson.
As premiações começam na segunda-feira, 6 de outubro, em Estocolmo, seguindo a ordem tradicional: Medicina/Fisiologia nesta segunda-feira (06); Física na terça-feira (07); Química na quarta-feira (08); Literatura na quinta-feira (09); Nobel da Paz na sexta-feira (10), em Oslo; e Economia na próxima segunda-feira (13).
Todas as cerimônias serão transmitidas ao vivo pelo site nobelprize.org e nas redes oficiais da Fundação Nobel.