Foto: Piroschka Van De Wouw/Reuters
Os Jogos Olímpicos de Inverno de Milano‑Cortina 2026 seguem a todo vapor na Itália, com disputas intensas, histórias inspiradoras e um quadro de medalhas em constante mudança. Até agora, a organização e os atletas proporcionaram um espetáculo de emoções que mistura tradição dos esportes na neve e surpresas para fãs do mundo todo.
Após mais de uma semana de competições — que começaram no dia 6 e vão até o dia 22 de fevereiro — o clima é de festa esportiva e os números mostram um equilíbrio interessante entre potência tradicional e força de anfitrião.
No ranking total por medalhas — contando ouros, pratas e bronzes — o país anfitrião, Itália, lidera a classificação com 17 pódios, incluindo seis ouros conquistados em pistas e gelo italianos até agora. Essa performance coloca a equipe local no topo do quadro, superando até mesmo o desempenho registrado em Pequim 2022 nesta fase da competição.
Enquanto isso, Noruega segue firme no topo dos ouros, com sete conquistas na frente da disputa pela medalha de ouro, reforçando sua tradição nos esportes de neve — especialmente em esqui clássico, combinadas nórdicas e saltos.
Os Estados Unidos também aparece entre os destaques, com cerca de 14 medalhas somadas, incluindo pratas e bronzes em provas como short track, bobsled e combinado alpino, disputando com equipes tradicionais europeias a cada rodada de pódios.
A italiana Francesca Lollobrigida, neta da atriz Gina Lollobrigida, brilhou no speed skating, conquistando duas medalhas de ouro — incluindo nos 5.000 m — para delírio da torcida local, enquanto a esquiadora Federica Brignone escreveu seu nome na história ao vencer o super-G aos 35 anos.
Já no moguls masculino, o australiano Cooper Woods surpreendeu ao levar o ouro em uma decisão apertada, mostrando que os Jogos ainda reservam surpresas e momentos fora do roteiro tradicional.
O Brasil chegou a Milão e Cortina com delegação recorde de 14 atletas — um marco histórico para o país nos Jogos de Inverno — e com expectativas crescentes de resultados expressivos em modalidades como skeleton, esqui alpino e snowboard. Atletas como Nicole Silveira e Lucas Pinheiro Braathen são nomes que inspiram a torcida brasileira, disputando posições fortes e mostrando que o Brasil não apenas participa, mas cresce como competidor no cenário global do esporte na neve.
Com boa parte das competições ainda por disputar — incluindo finais emocionantes no hóquei no gelo, biatlo, salto de esqui e mais provas de esqui alpino, a luta por medalhas segue acirrada e promete mudanças no quadro de líderes até o encerramento, no dia 22 de fevereiro.