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Fifa cria barreira para a CazéTV e pode barrar canal na Copa do Mundo de 2030

Fifa cria barreira para a CazéTV e pode barrar canal na Copa do Mundo de 2030
Pietro Baddini

Pietro Baddini

24/06/2026 3:30pm

Foto: Reprodução

A Fifa avalia restrições que podem deixar a CazéTV fora da transmissão da Copa do Mundo de 2030, que será sediada na Espanha, em Portugal e no Marrocos. Segundo informações do portal Notícias da TV, a entidade máxima do futebol manifestou desconforto com a estrutura societária da LiveMode, empresa que é dona do canal de streaming de Casimiro Miguel. A federação enxerga um possível conflito de interesses pelo fato de a agência atuar simultaneamente na compra, venda e exibição de direitos de mídia, além de compartilhar grandes investidores com ligas de clubes brasileiros, como a Futebol Forte União (FFU).O impasse de bastidores ganhou força em reuniões estratégicas durante os torneios internacionais nos Estados Unidos, onde executivos da Fifa sinalizaram que podem exigir uma dura reestruturação contratual ou societária para renovar o acordo para o próximo ciclo do Mundial. 

Atualmente, a LiveMode atua como uma ponte cruzada em diferentes frentes do mercado esportivo nacional e internacional, contando com investimentos de fundos como General Atlantic e XP. Para liberar os direitos de 2030, a entidade máxima cogita impor barreiras rígidas, obrigando a agência a escolher apenas um papel único na cadeia de transmissão ou a se desvincular de investidores ligados a blocos comerciais de clubes.Correndo por fora nessa disputa de mercado, o Grupo Globo monitora de perto a situação e já admitiu publicamente o interesse em reconquistar a totalidade dos direitos de transmissão para todas as plataformas em 2030.

 No torneio de 2026, a CazéTV garantiu o direito de exibir os 104 jogos da competição de forma integral no ambiente digital, enquanto a emissora carioca adquiriu apenas metade da grade de partidas. Caso as restrições da Fifa avancem e o canal digital seja barrado, o cenário de exibições esportivas no Brasil poderá passar por uma nova centralização nas mídias tradicionais.