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Direitos humanos em jogo: Protestos contra imigração marcam início da Copa

Direitos humanos em jogo: Protestos contra imigração marcam início da Copa
Pietro Baddini

Pietro Baddini

14/06/2026 6:30pm

Foto: Reprodução

A Copa do Mundo de 2026 abriu as portas sob forte pressão internacional e uma onda de protestos de organizações de direitos humanos. Entidades como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch, apoiadas por manifestações em diversas cidades-sede, criticam severamente a postura do governo dos Estados Unidos e cobram uma posição firme da FIFA. O principal foco de tensão é a política migratória agressiva adotada pela administração de Donald Trump, que atinge diretamente o espírito de inclusão do torneio. Ativistas denunciam o risco iminente de prisões arbitrárias cometidas pelo ICE (serviço de imigração americano) e apontam o impacto severo de restrições de viagens que impedem torcedores de nações como Haiti, Irã e Senegal de acompanharem suas seleções.


Além do clima de medo imposto às comunidades imigrantes locais, a crise já começou a afetar diretamente os bastidores do esporte e a segurança dos envolvidos. O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos alertou publicamente para episódios recentes de triagem invasiva, negação de vistos a dirigentes e até o constrangimento de atletas em aeroportos, exigindo uma "reformulação massiva" nos protocolos de segurança da Copa. Em resposta, coalizões civis e grupos de torcedores nas redes sociais intensificaram a cobrança sobre os grandes patrocinadores do evento para que exijam uma "Trégua do ICE", garantindo que os arredores dos estádios e locais de festa permaneçam como zonas seguras, livres de operações de deportação enquanto durar o espetáculo do futebol.