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Brasileirão adota novas regras para reduzir paralisações e aumentar tempo de bola rolando

Medidas entram em vigor imediatamente e estabelecem limites de tempo para cobranças, substituições e atendimentos médicos.

Brasileirão adota novas regras para reduzir paralisações e aumentar tempo de bola rolando
Da Redação

Da Redação

11/08/2026 9:40am

Foto: Luciana Vermell / CBF

O futebol brasileiro passa a adotar novas regras para tentar diminuir paralisações e aumentar o tempo de bola rolando. As mudanças foram aprovadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e por clubes das Séries A e B durante reunião realizada nesta segunda-feira (10), no Rio de Janeiro, e entram em vigor imediatamente. As medidas alcançam as quatro divisões masculinas do Campeonato Brasileiro, a Série A1 feminina e a Copa do Brasil.

Entre as alterações, o goleiro terá oito segundos para permanecer com a bola nas mãos; se ultrapassar o limite, o adversário ganhará um escanteio. Arremessos laterais e tiros de meta terão cinco segundos para serem executados. Nas substituições, o jogador terá dez segundos para deixar o campo — caso demore mais, seu substituto precisará aguardar um minuto para entrar. Atletas atendidos dentro do gramado também deverão permanecer fora por pelo menos um minuto após receberem assistência.

A comunicação com a arbitragem ficará restrita ao capitão, com possibilidade de cartão amarelo para quem descumprir a determinação. Outra novidade envolve jogadores que cobrirem intencionalmente a boca durante discussões com adversários para impedir leitura labial: a conduta poderá resultar em expulsão. O VAR também poderá revisar o segundo cartão amarelo que provocar uma expulsão e anulá-lo caso seja identificado erro. A checagem de escanteios concedidos equivocadamente, quando o lance resultar diretamente em gol ou pênalti, será adotada somente em 2027.

As medidas seguem regras determinadas pela International Football Association Board (IFAB) e têm como principal objetivo ampliar o tempo efetivo das partidas. Segundo dados apresentados pela CBF, a Série A registrava média de 52 minutos e 54 segundos de bola rolando antes da pausa para a Copa, enquanto a Fifa trabalha com uma meta mínima de 60 minutos. Estudo citado pela entidade estima que as mudanças possam acrescentar 5 minutos e 49 segundos de jogo efetivo, com possibilidade de chegar a 6 minutos e 22 segundos.