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Empresa apresentou o Projeto Monte Alto durante o Mining Summit 2026
Foto: Divulgação
O Museu Geológico da Bahia, no Corredor da Vitória, em Salvador, sediou nesta segunda-feira (16) a edição 2026 do Mining Summit Bahia, evento dedicado à discussão do presente e do futuro da mineração no estado. O encontro reforçou o peso crescente da atividade na economia baiana, especialmente na geração de empregos, exportações e arrecadação para municípios do interior.
Para se ter uma ideia, no primeiro semestre de 2025, a produção mineral comercializada na Bahia movimentou cerca de R$ 6,7 bilhões, crescimento de 31% em relação ao mesmo período do ano anterior. Atualmente, o estado é o quarto maior produtor mineral do Brasil e lidera a produção nacional de diversas substâncias.
Geólogo de formação, o ex-governador da Bahia Paulo Souto assistiu a parte dos painéis e destacou a importância da mineração na economia do estado. “Não tenho dúvida que esse setor é muito importante para a Bahia. É uma área que precisa de maturação, precisa de tempo, mas que ele acaba arredondando em empreendimentos muito importantes. Um setor com grande capacidade de trazer riqueza e emprego para o nosso estado”, disse.
Já a nível global, o Brasil é o segundo país mais rico em terras raras — minerais utilizados especialmente em tecnologias de ponta. Representando esse segmento, participaram executivos da Borborema Recursos Estratégicos, responsável pelo projeto Monte Alto, que prevê investimentos promissores no Vale do Jiquiriçá, no interior baiano.
O diretor de Desenvolvimento da companhia, Tiago Abreu, foi um dos palestrantes do evento e, em entrevista à Let’s Go Bahia, adiantou um pouco do impacto econômico da iniciativa para o estado.
“O projeto Monte Alto é dividido em duas grandes áreas. Uma indústria localizada no Vale de Jiquiriçá, em que a gente vai fazer a concentração mineral, e para onde existe uma previsão inicial de geração de aproximadamente 200 empregos diretos. Numa segunda etapa, teremos uma indústria de maior porte, que vai ser estabelecida na região do Polo Petroquímico de Camaçari. Lá, nós estamos falando na ordem de 600 empregos diretos”, disse o executivo.
“É importante frisar que na cadeia de mineração, segundo até dados do Ibram, para cada emprego direto gerado, você gera 13 em toda a cadeia para suportar o projeto”, completou.
Os números do projeto Monte Alto ajudam a dimensionar o potencial mineral da Bahia. A área pesquisada, no sul do Recôncavo, abrange cerca de 440 mil hectares, com 285 direitos minerários e aproximadamente 160 quilômetros de extensão. Para efeito de comparação, a região tem dimensão equivalente a 60% do Quadrilátero Ferrífero, uma das áreas mineradoras mais importantes do Brasil.
Nova no mercado baiano, a Borborema é uma subsidiária da multinacional australiana Brazilian Rare Earths, avaliada em cerca de US$ 1 bilhão. A companhia aposta no potencial da região para transformar a Bahia em um polo relevante no fornecimento global desses minerais ligados à indústria tecnológica e à transição energética.
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