Cultura

Orquestra Afrosinfônica recebe Marguerite Ramos em ensaio aberto no Pelourinho

Concerto gratuito integra o projeto “A Voz que Atravessa o Tempo” e será realizado no dia 29 de setembro, às 19h, na Casa da Ponte, com convites disponíveis no Sympla

Orquestra Afrosinfônica recebe Marguerite Ramos em ensaio aberto no Pelourinho
Da Redação

Da Redação

23/09/2026 4:00pm

Foto: Divulgação

A cantora e pesquisadora gaúcha Marguerite Ramos Silva será a convidada da Orquestra Afrosinfônica em um ensaio aberto especial na próxima terça-feira (29), às 19h, na Sala Mateus Aleluia, na Casa da Ponte, no Pelourinho, em Salvador. Sob regência do maestro Ubiratan Marques, a apresentação terá repertório dedicado à obra de Zilah Machado, artista conhecida como Rainha da Ilhota e uma das vozes ligadas à música negra do Rio Grande do Sul. A entrada é aberta ao público, mediante retirada de convite pelo Sympla.

A passagem de Marguerite pela capital baiana faz parte do projeto “A Voz que Atravessa o Tempo: Releituras Amorosas da Rainha da Ilhota”, contemplado pelo Edital FAC Mobilidade 2026. A proposta recupera a trajetória de Zilah Machado e também uma conexão particular com a Bahia: a cantora porto-alegrense alimentava o desejo de conhecer Salvador, viagem que não chegou a realizar. Essa relação aparece em sua própria produção musical, como na composição “Bahia no Coração”.

No palco, a aproximação entre os dois territórios ganhará forma por meio de vozes, sopros e percussão. O encontro integra a programação de ensaios abertos da Afrosinfônica e se alinha ao trabalho desenvolvido pela Casa da Ponte de promover intercâmbios entre artistas negros de diferentes regiões do país. Marguerite atua também como educadora, produtora cultural e licencianda em Música pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), reunindo em sua trajetória pesquisa, memória e cultura afro-brasileira.

A apresentação será realizada na Casa da Ponte, no Largo do Pelourinho, 10, no Centro Histórico de Salvador. Ao levar a obra de Zilah Machado à Bahia, o projeto transforma em encontro artístico uma viagem que permaneceu apenas no imaginário da cantora, ampliando a circulação de sua memória musical entre o Sul e o Nordeste.