Música

No Dia da Música, entenda como o canto pode favorecer corpo e mente

Prática musical estimula expressão, respiração e desenvolvimento pessoal e pode funcionar como atividade de autocuidado.

No Dia da Música, entenda como o canto pode favorecer corpo e mente
Da Redação

Da Redação

01/10/2026 11:55am

Foto: Diogo Flórez

Celebrado em 1º de outubro, o Dia da Música também abre espaço para olhar além dos palcos e das playlists. O contato com a música, especialmente por meio do canto, envolve respiração, percepção corporal, expressão e interação social, elementos que podem contribuir para o bem-estar físico e emocional.

A relação entre música e desenvolvimento humano também aparece em estudos acadêmicos. Em artigo publicado na revista Literartes, o neurologista, músico e compositor Mauro Muszkat aborda os efeitos da música no desenvolvimento neurológico e sua utilização como recurso complementar em quadros como depressão e Alzheimer. Na educação, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) inclui as linguagens artísticas entre as experiências capazes de estimular sensibilidade, percepção e diferentes formas de expressão na infância.

Em Salvador, a Cantoário, idealizada por Mylane Mutii, formada em Música Popular com habilitação em voz cantada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), trabalha o canto a partir de uma abordagem que reúne corpo, respiração e autoconhecimento. Entre as alunas está Carol Franco, que relata utilizar a música como recurso para lidar com uma rotina profissional estressante. “Tenho ansiedade clinicamente tratada, e sou bancária. Os meus colegas já sabem que ao longo do dia, de repente, vão me ouvir cantando alguma coisa. É minha válvula de escape, minha ferramenta de equilíbrio”, conta Carol.

A experiência também aparece em outras fases da vida. Dani Ornellas afirma ter buscado o canto durante a recuperação de um transtorno depressivo, enquanto Yeva Bove, de 16 anos, começou as aulas aos 8 e associa a experiência nos palcos ao desenvolvimento da comunicação e da segurança para falar em público. Os relatos mostram que aprender a cantar não precisa estar ligado apenas à formação de artistas ou ao aperfeiçoamento técnico. A atividade também pode ser escolhida como hobby e espaço de expressão, convivência e bem-estar.