Cultura

As Ganhadeiras de Itapuã celebram ancestralidade e lançam segundo álbum digital

Novo trabalho reúne referências do samba baiano e de outras manifestações populares, reforçando a identidade cultural construída pelo grupo ao longo de 22 anos.

As Ganhadeiras de Itapuã celebram ancestralidade e lançam segundo álbum digital
Da Redação

Da Redação

23/07/2026 12:05pm

Foto: Divulgação

As Ganhadeiras de Itapuã ampliam sua trajetória de valorização da cultura popular baiana com o lançamento de "Samba de Mar Aberto", novo álbum que chega às plataformas digitais no próximo 27 de julho. No mesmo dia, às 17h, o grupo promove uma transmissão ao vivo para apresentar os bastidores da gravação, compartilhar detalhes do processo criativo e antecipar informações sobre o show de lançamento, previsto para outubro, na nova sede em construção nas proximidades da Lagoa do Abaeté.

O trabalho reúne a produção musical de Alê Siqueira, direção musical e arranjos de Amadeu Alves, além de projeto gráfico desenvolvido pela Editora Solisluna. A identidade visual também destaca a participação da artista itapuãzeira Dona Edsoleda Santos, de mais de 80 anos, responsável pela arte da capa e por ilustrações presentes no Museu Virtual Casa de Ganho. Durante a live, gestores, músicos e parceiros contarão como foi a escolha do repertório, a construção dos arranjos, a preparação vocal e as colaborações que deram forma ao novo disco.

Segundo Amadeu Alves, o conceito de "Samba de Mar Aberto" traduz a musicalidade característica das comunidades litorâneas da Bahia, dialogando com diferentes matrizes do samba e incorporando influências como ciranda, maracatu, afoxé, ijexá, frevo, reggae, baião e outros ritmos que fazem parte da diversidade cultural brasileira. A proposta reforça a identidade artística construída pelo grupo ao longo de mais de duas décadas de atuação.

Formadas por mulheres, crianças e músicos da comunidade, As Ganhadeiras de Itapuã nasceram com o propósito de preservar e difundir as tradições culturais do bairro. O projeto de gravação do novo álbum foi contemplado pelos Editais da Política Nacional Aldir Blanc Bahia (PNAB), com apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura, e do Ministério da Cultura, fortalecendo uma iniciativa dedicada à preservação da memória, da ancestralidade e da cultura afro-brasileira.