Cultura

Festival Sangue Novo aposta na descoberta musical e na circulação de artistas baianos

Oitava edição acontece nos dias 17 e 18 de outubro, no Trapiche Barnabé, com atrações de diferentes cenas da música brasileira.

Festival Sangue Novo aposta na descoberta musical e na circulação de artistas baianos
Da Redação

Da Redação

30/09/2026 3:27pm

Foto: Reprodução / Instagram

Céu, Rachel Reis e Zé Ibarra estão entre os nomes que chegam ao Trapiche Barnabé, em Salvador, nos dias 17 e 18 de outubro, para a oitava edição do Festival Sangue Novo. A programação também inclui Juliana Linhares, Bia Soull, Getúlio Abelha, Guigga Maraká e Zaynara. O encontro reúne diferentes caminhos da música brasileira e dá continuidade a uma trajetória que soma mais de 75 artistas nas sete edições anteriores.

Pelo palco do festival já passaram Marina Sena, Linn da Quebrada, Jaloo, Hiran, Majur, Jota.pê, Tássia Reis, FBC, Flora Matos, Tuyo, Bala Desejo, Josyara e Tulipa Ruiz, entre outros. Para Fernanda Bezerra, curadora do Sangue Novo, o contato com a plateia pode abrir espaço para uma relação que continua depois do show. “Um festival pode ser uma porta de entrada. Às vezes, aquele é o primeiro contato de uma pessoa com um artista que depois ela vai acompanhar, ouvir nas plataformas e procurar em outros shows”, afirma.

A circulação da produção baiana também levou o Sangue Novo a Brasília, em 2024, com apresentações de Larissa Luz, Majur, Rachel Reis e Xênia França. Outra experiência foi o Aya Bass, projeto que reuniu Luedji Luna, Xênia França e Larissa Luz, apresentado pelo festival e posteriormente levado a outros palcos. “A gente quer que o artista saia do Sangue Novo com mais do que uma apresentação. Queremos que ele encontre novas pessoas, novos públicos e novas possibilidades de circulação”, diz Fernanda.

Esse trabalho de aproximação entre artistas e ouvintes acompanha o crescimento da música brasileira nas plataformas digitais. Segundo o levantamento da Pró-Música Brasil citado no material de divulgação, artistas do país geraram cerca de R$ 2 bilhões em royalties no Spotify em 2025, alta de 24% sobre o ano anterior. O número daqueles que superaram R$ 1 milhão em royalties na plataforma mais que dobrou em três anos. Realizado pela Maré Produções Culturais, o Sangue Novo tem patrocínio da TIM e do Estado da Bahia, via Fazcultura, por meio das secretarias da Cultura e da Fazenda, e apoio do ProCultura.