Festival Paisagem Sonora lança 8ª edição em Salvador com programação dedicada à música e à ancestralidade
Encontros na Casa da Ponte e no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira antecedem o festival, marcado para dezembro, e incluem lançamento de livro e atividades culturais.
Foto: Divulgação
Salvador será palco de dois encontros que marcam o lançamento da 8ª edição do Festival Paisagem Sonora, nos dias 3 e 4 de novembro. A iniciativa, que nasceu no Recôncavo baiano, reúne música, literatura e expressões artísticas ligadas à memória e à ancestralidade afro-brasileira.
A primeira atividade acontece na terça-feira (3), às 19h, na Casa da Ponte, no Largo do Pelourinho, nº 10. O encontro celebra a continuidade da parceria entre a instituição e o Programa Música e Educação, ligado ao festival. O espaço abriga a Orquestra Afrosinfônica, conduzida pelo maestro Ubiratan Marques, além da escola Núcleo Moderno de Música e do projeto Ponte para a Comunidade.
Na quarta-feira (4), também às 19h, o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB) recebe o lançamento oficial da edição, que será realizada entre 10 e 13 de dezembro, no próprio museu. Durante o encontro, o público conhecerá as atrações musicais e os lançamentos literários previstos para o festival. A programação inclui a apresentação do livro Poder e Preconceito: Desigualdade Racial nos Estados Unidos, Brasil e Nova Escócia, de Martin Carnoy e Michael França, publicado pela Editora Jandaíra, seguida de uma conversa com convidados.
Os participantes também receberão a PS Magazine, publicação do evento, e poderão visitar a exposição de obras do artista Babalu, integrantes da Coleção Con/Vida, trazida dos Estados Unidos em uma operação de repatriação de arte afro-brasileira.
Vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), o Festival Paisagem Sonora faz parte de um programa que aproxima a produção artística das atividades de pesquisa e educação.
Com apoio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI/MEC), da Fundação Cultural Palmares e do Ministério da Cultura, a iniciativa desenvolve ações voltadas à valorização das heranças culturais afro-brasileiras, utilizando a música como ponto de encontro entre diferentes gerações, saberes e comunidades.