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Mostra coletiva reúne 30 obras produzidas pelos artistas plásticos goianos Adriano Moraes, Gerson Fogaça e Sophia Pinheiro
Foto: Divulgação
A Sala de Exposições da Universidade de Oviedo, na Espanha, recebe, de 09 de abril a 10 de maio de 2026, a exposição “Antes que Desapareça”, mostra coletiva que reúne 30 obras, produzidas pelos artistas plásticos Adriano Moraes, Gerson Fogaça e Sophia Pinheiro, em diferentes formatos. A iniciativa integra um intercâmbio cultural com a Universidade de León, também na Espanha, fortalecendo o diálogo entre instituições acadêmicas e ampliando a presença da arte contemporânea brasileira no circuito internacional.
Com curadoria de Dayalis González Perdomo, interlocução internacional de Silvia Medina e produção de Malu da Cunha, a exposição será apresentada no Edifício Histórico da Universidade de Oviedo, localizado na C/ San Francisco, 3, 33003 Oviedo, Asturias, Espanha.
“Antes que Desapareça” parte da percepção de que vivemos um tempo de desgaste simbólico, em que imagens, vínculos, palavras e formas de existência parecem permanentemente ameaçados pela aceleração, pela indiferença e pelo apagamento. A mostra propõe, nesse contexto, uma pausa e um olhar atento para aquilo que ainda resiste. Sem assumir um tom apocalíptico, a exposição se constrói como um campo de escuta e permanência, reunindo obras que abordam território, corpo, identidade, experiência sensível e formas de resistência.
Os três artistas participantes desenvolvem pesquisas distintas, mas atravessadas por questões urgentes do presente. Sophia Pinheiro apresenta uma produção marcada por densidade poética e força política, em trabalhos que articulam corpo, terra, cuidado e silêncio como campos de tensão e elaboração simbólica. Sua obra constrói imagens de grande intensidade, em que delicadeza e insurgência convivem.
Gerson Fogaça leva à mostra uma pesquisa pictórica voltada às transformações do espaço urbano, abordando a cidade como fluxo, instabilidade e sobreposição. Em suas pinturas, o ambiente urbano deixa de ser cenário e passa a operar como campo de forças, atravessado por ruídos, vertigem, deslocamento e permanência.
Já Adriano Moraes desenvolve uma prática visual ligada ao corpo-território, à ancestralidade e à imaginação material. Seus trabalhos aproximam gesto, matéria e fabulação, produzindo imagens que evocam cicatriz, paisagem e camadas de existência. Sua poética tensiona narrativas fixas e propõe leituras mais abertas sobre identidade, presença e resistência.
Ao reunir esses três artistas, “Antes que Desapareça” propõe uma reflexão sobre aquilo que permanece vivo em meio à erosão contemporânea. A exposição convida o público a desacelerar o olhar e a reconhecer, nas obras, formas de resistência cultural e simbólica que persistem mesmo sob ameaça de invisibilidade.
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