Cinema

Documentário sobre Elon Musk estreia em Veneza com quase quatro horas e uso de inteligência artificial

Produção dirigida por Alex Gibney acompanha a trajetória do empresário e sua aproximação com Donald Trump e a política americana.

Documentário sobre Elon Musk estreia em Veneza com quase quatro horas e uso de inteligência artificial
Da Redação

Da Redação

09/09/2026 9:30am

Elon Musk é o centro de um documentário de quase quatro horas apresentado nesta terça-feira (8) no Festival de Cinema de Veneza, na Itália. Dirigido pelo cineasta americano Alex Gibney, “Musk” percorre a trajetória do empresário no setor de tecnologia e dedica parte significativa da narrativa à sua entrada no debate político. A produção também utiliza inteligência artificial para criar uma representação de Musk a partir de declarações feitas por ele ao longo dos anos.

Gibney começou a desenvolver o projeto em 2023, ao lado da jornalista Zoë Schiffer e de Ashley St. Clair, ex-companheira de Musk e mãe de um de seus filhos. Segundo o diretor, a intenção inicial era realizar um filme mais curto, antes da aproximação do bilionário com Donald Trump e a Presidência dos Estados Unidos ampliar o escopo da produção. O documentário aborda ainda a compra do Twitter, atual X, iniciativas ligadas à redução de gastos do governo americano e contratos federais. Musk foi convidado a conceder entrevista, mas recusou e posteriormente criticou o filme nas redes sociais.

Durante a apresentação em Veneza, Gibney afirmou ter encontrado resistência de pessoas próximas ao empresário e de integrantes do meio empresarial que não quiseram participar do documentário. O cineasta também declarou que consultou advogados antes de utilizar a versão de Musk criada por IA. O longa acompanha ainda o apoio do empresário ao movimento Maga, associado a Donald Trump, e a grupos e partidos de direita fora dos Estados Unidos, entre eles o AfD, na Alemanha.

Ashley St. Clair também aparece na produção e relata aspectos de sua relação com Musk. Ela afirma ter recusado um acordo de confidencialidade de US$ 40 milhões, aproximadamente R$ 203,4 milhões segundo os valores informados, após o fim do relacionamento. Ao longo do documentário, Gibney apresenta uma visão crítica sobre a influência econômica e política do empresário, enquanto Musk contesta publicamente a abordagem do cineasta e o acusa de parcialidade.