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Setor produtivo amplia críticas à proposta de mudança na jornada de trabalho durante encontro na Associação Comercial da Bahia

Setor produtivo amplia críticas à proposta de mudança na jornada de trabalho durante encontro na Associação Comercial da Bahia
Ana Virgínia Vilalva

Ana Virgínia Vilalva

11/05/2026 7:00pm

Fotos: Silvonei Filho

Representantes de diferentes segmentos econômicos discutiram, nesta segunda-feira (11), os impactos da proposta que prevê mudanças na jornada de trabalho e o fim da escala 6x1. O debate ocorreu em mais uma rodada de reuniões promovidas pela Associação Comercial da Bahia (ACB) e contou com a presença do deputado federal Léo Prates, relator da PEC sobre o tema na comissão especial da Câmara dos Deputados.

Durante o encontro, lideranças empresariais defenderam a necessidade de aprofundar o debate técnico sobre a proposta, apontando possíveis reflexos sobre emprego, preços, competitividade e poder de compra da população. Entre os principais pontos apresentados pelo setor produtivo estão a separação entre jornada e escala, a adoção de uma transição gradual, o reconhecimento das diferenças entre os setores econômicos, a preservação da negociação coletiva e a criação de mecanismos de compensação econômica, como a desoneração da folha de pagamento.

Representantes de áreas como comércio, indústria, varejo, construção civil, alimentação e shopping centers defenderam a manutenção da escala 6x1 e destacaram que a discussão passou a envolver mudanças estruturais na carga horária semanal, com possíveis impactos em toda a cadeia produtiva.

A presidente da entidade, Isabela Suarez, afirmou que o setor produtivo tem buscado ampliar a compreensão pública sobre o alcance da proposta, destacando que a economia brasileira é composta majoritariamente por micro e pequenas empresas. Segundo ela, a adoção de mudanças sem análise técnica aprofundada poderia elevar custos e pressionar preços.

Também participaram do debate representantes de entidades como a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes na Bahia (Abrasel-BA) e outras federações e sindicatos empresariais. Durante a reunião, foram apresentados dados que indicam a possibilidade de aumento de preços ao consumidor em alguns segmentos e impactos sobre a oferta de serviços.

O deputado Léo Prates destacou a importância de ouvir diferentes setores antes da consolidação do parecer, ressaltando que o tema envolve trabalhadores, empresas e o futuro das relações de trabalho no país. A ACB já havia realizado encontros anteriores sobre o assunto com outros parlamentares, ampliando a discussão com representantes do setor produtivo baiano.